O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quarta-feira (28) que não há provas para sustentar a acusação de fraude nas eleições brasileiras feita pelo candidato derrotado. A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa no Senado Federal.
“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, disse Marinho ao ser questionado sobre o conteúdo de uma carta publicada por Flávio Bolsonaro na rede social X.
Na primeira versão do documento, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, a publicação foi apagada e substituída por outra, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. Marinho afirmou que a mudança pode ter ocorrido por um problema na elaboração da carta.
“A carta que está no seu Twitter [X], que é carta oficial, a definitiva, ele se coloca como líder. De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil”, declarou o senador.
Na carta, Flávio também afirmou, sem apresentar provas, que a eleição foi fraudada e criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h. A medida atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT.
No segundo turno, realizado no domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 64 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve pouco mais de 59 milhões. As duas horas adicionais de votação registraram 34.393 votos. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 158,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar.
O resultado foi reconhecido pelo TSE, pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e por líderes de diferentes países. O PL também reconheceu a vitória de Lula.
Marinho classificou Flávio como um “exilado” e disse que ele pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. O senador deixou o Brasil de forma voluntária, em um avião de luxo fretado que partiu da Argentina, e não tinha ordem de prisão contra si. Antes da saída, havia apenas uma determinação judicial para que entregasse os passaportes à Polícia Federal.
Segundo Marinho, as circunstâncias impediriam Flávio de exercer a liderança da oposição em território brasileiro. “Na verdade, é o que ele pode fazer. Porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel”, afirmou.
O senador também comentou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não iria se envolver no caso. Marinho disse esperar que não haja intervenção estrangeira no processo político brasileiro.







































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