Um estudante ficou preso em flagrante pelo crime de injúria racial após a confusão registrada na manhã desta quinta-feira (8), na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no bairro de Bodocongó, em Campina Grande.
A ocorrência começou após três pessoas entrarem no campus e retirarem cartazes de cunho político que haviam sido afixados por integrantes da comunidade acadêmica. A ação provocou uma discussão entre os envolvidos e estudantes da instituição.
Durante o tumulto, uma estudante teria sido alvo de uma ofensa racial, sendo chamada de “negrinha”. A Polícia Militar foi acionada e identificou um suspeito, que foi encaminhado à Central de Flagrantes.
Segundo o 1º tenente Gustavo, a equipe policial encontrou um grupo de estudantes e três pessoas envolvidas na retirada dos cartazes. Após ouvir os relatos, os policiais decidiram conduzir o suspeito da ofensa racial à delegacia.
“Fomos informados que um dos indivíduos supostamente chamou uma estudante de ‘negrinha’. Identificamos o indivíduo, informamos a ele que ele seria conduzido para a Central de Flagrantes”, relatou o tenente.
Durante a mesma ocorrência, outro estudante foi conduzido por suspeita de injúria real e desacato. De acordo com o policial, o jovem teria cuspido em seu rosto e o chamado de fascista durante a saída da equipe da universidade. O estudante contestou a acusação de ter cuspido no agente.
A vice-reitora da UFCG, Fernanda Leal, também se pronunciou sobre o episódio e criticou a retirada dos cartazes por pessoas que, segundo ela, não pertencem à comunidade acadêmica.
“A nossa universidade é caracterizada pela livre expressão das pessoas que fazem parte dela. Essa livre expressão precisa ser preservada, porque a gente vive numa democracia”, afirmou.
O estudante preso permanece a disposição da justica para os procedimentos cabíveis.





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