O Ibovespa caiu 2,68% nesta quarta-feira (28) e encerrou o pregão aos 171.006,10 pontos, no terceiro dia consecutivo de perdas. O índice fechou no menor nível desde 20 de agosto, quando havia terminado a sessão aos 167.927,15 pontos. O dólar comercial recuou 0,19% e terminou o dia cotado a R$ 5,34.
As incertezas relacionadas à política fiscal do governo mantiveram os investidores cautelosos. A pressão atingiu diferentes setores da Bolsa, com destaque para empresas mais sensíveis às condições da economia brasileira, como companhias do setor imobiliário e de menor porte.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 170.162,48 pontos e a máxima de 175.711,22 pontos. Com o resultado desta quarta-feira, a Bolsa acumula perda de 16,6% na semana e recuo de 8,2% em outubro.
Dados da B3 apontaram que investidores estrangeiros retiraram R$ 2,846 bilhões da Bolsa na segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições. Desde então, os investidores vêm ajustando posições diante do cenário político e econômico brasileiro.
No exterior, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve os juros do país entre 3,75% e 4% ao ano, conforme era esperado pelo mercado. A decisão teve impacto limitado sobre os negócios brasileiros. O índice S&P 500, que reúne as ações das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, fechou em alta de 0,28%.
O dólar comercial teve uma sessão de oscilações. Por volta das 13h30, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,399, mas perdeu força na reta final dos negócios, acompanhando o enfraquecimento do dólar no exterior após a decisão do Fed.
No mercado doméstico, as atenções permaneceram concentradas nas incertezas sobre a política fiscal do novo governo e nos efeitos do cenário político brasileiro sobre as relações com os Estados Unidos.
Apesar da queda no pregão, o dólar acumula alta de 6,95% na semana e valorização de 3,19% em outubro. No acumulado do ano, porém, a moeda registra baixa de 2,59%.




































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