Anvisa suspende propaganda de suplementos Glifit e Glicofit

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Anvisa suspende propaganda de suplementos Glifit e Glicofit
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a propaganda dos suplementos alimentares em gotas Glifit e Glicofit, fabricados pela empresa Vita Nutriom Saúde & Bem Estar Ltda. A medida foi publicada na Resolução-RE nº 4.224, de 26 de outubro de 2026, após a agência identificar alegações terapêuticas, funcionais e de saúde consideradas não aprovadas e enganosas em anúncios veiculados na internet.

Segundo a Anvisa, as propagandas apresentavam os produtos como capazes de atuar no controle da glicose e no funcionamento do organismo. Entre as frases utilizadas nos anúncios estavam “O autêntico regulador de glicose”, “Controle rápido dos níveis de açúcar no sangue” e “Melhora a sensibilidade à insulina”.

Também foram identificadas as alegações de que os suplementos “mantêm o pâncreas limpo e funcional” e atuam “eliminando os picos de glicose”. De acordo com a agência, esse tipo de indicação não foi aprovado para os produtos.

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Em comunicado, a Anvisa alertou que a publicidade enganosa configura infração sanitária e pode caracterizar crime previsto no Código de Defesa do Consumidor. A suspensão determinada pela resolução se refere à propaganda dos suplementos.

A legislação sanitária brasileira estabelece limites para a comunicação de benefícios atribuídos aos suplementos alimentares. Esses produtos não podem ser divulgados com alegações de perda de peso, aumento do foco ou da concentração, aumento da imunidade e melhora do desempenho sexual, entre outras promessas.

Também são proibidas, segundo a Anvisa, alegações de melhora de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual ou à menopausa. A regulamentação impede ainda que suplementos sejam anunciados como tratamento para doenças degenerativas, como Alzheimer e Parkinson, transtorno do espectro autista, câncer e fibromialgia.

A agência reforçou que as alegações funcionais e de saúde apresentadas em propagandas precisam estar de acordo com as regras sanitárias aplicáveis e não podem atribuir aos suplementos propriedades terapêuticas não autorizadas.

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