O dólar à vista fechou esta terça-feira (27) em queda de 1,07%, cotado a R$ 5,349, enquanto o Ibovespa recuou 0,51%, aos 175.710,05 pontos. Os movimentos ocorreram após a forte reação do mercado financeiro à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que provocou alta de 8,21% da moeda norte-americana e queda de 13,88% da bolsa na segunda-feira (26).
A sessão foi marcada por uma correção no câmbio depois da disparada do dia anterior. O dólar caiu durante todo o pregão e chegou à mínima de R$ 5,316, por volta das 10h45. Mesmo com a retração desta terça-feira, os investidores continuaram demonstrando preocupação com a condução da política econômica no próximo mandato presidencial.
Entre os pontos de incerteza está a falta de definição sobre o próximo ministro da Fazenda. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido em meio à revisão de apostas eleitorais que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às dúvidas sobre a política fiscal do novo governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal. Segundo ele, a proposta deverá ser discutida com o Congresso Nacional. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também declarou que a autoridade monetária poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
No acumulado de 2026, o dólar registra queda de 2,55%. No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, em direção diferente da observada no mercado brasileiro.
Na bolsa, o Ibovespa prolongou as perdas após o tombo de quase 14% da segunda-feira. A baixa ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio e refletiu ajustes nas carteiras de investimentos e a cautela dos participantes do mercado diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato.
O recuo do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, também pressionou o índice. O barril encerrou o dia cotado a US$ 109,41, com baixa de 1,20%. As ações da Petrobras, que têm grande peso na composição do Ibovespa, caíram 2%.
Com o novo recuo, o principal índice da bolsa brasileira permaneceu nos menores níveis desde agosto. Os investidores aguardam novas definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.





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