O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que abriram o mercado de Bangladesh para material genético bovino e bubalino e o mercado da Colômbia para produtos destinados a animais de estimação. As autorizações foram anunciadas nesta sexta-feira (30) pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE).
Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro alcançou 721 aberturas de mercado desde janeiro de 2023. O resultado considera negociações conduzidas pelo Mapa e pelo Itamaraty para ampliar o acesso de produtos nacionais a diferentes países e blocos econômicos.
Em Bangladesh, as autoridades passaram a permitir a entrada de embriões bovinos e bubalinos produzidos por diferentes técnicas de reprodução. A autorização também inclui sêmen bovino e animais vivos destinados ao melhoramento genético dos rebanhos.
Segundo os dados divulgados pelo governo federal, Bangladesh importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025. Entre os principais itens enviados ao país asiático estão produtos do complexo sucroalcooleiro, fibras e produtos têxteis, além de soja e derivados.
Na Colômbia, a habilitação contempla alimentos para animais de companhia, termo técnico usado para designar pets. Entre os produtos autorizados estão itens mastigáveis desidratados de origem bovina e suína.
As importações colombianas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 873 milhões em 2025. Café, produtos florestais e outros produtos de origem animal estiveram entre os principais itens comercializados com o país.
As novas autorizações fazem parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar a presença do agronegócio no exterior e diversificar os destinos das exportações. Neste mês, o Mapa havia informado que o país tinha atingido a marca de 700 aberturas de mercado em 99 destinos desde o início de 2023.
Além das negociações sanitárias realizadas pelo Mapa e pelo MRE, a política comercial coordenada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) busca ampliar o acesso de empresas brasileiras a novos mercados. De acordo com o governo, a diversificação também pretende amenizar os efeitos do tarifaço implementado pelos Estados Unidos contra o Brasil.







































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