Uma nova fase da Operação Gota começa neste domingo (30) e vai ampliar o acesso à vacinação em 20 aldeias indígenas da Amazônia Legal. A ação será realizada em comunidades remotas atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará, onde as dificuldades geográficas e de transporte exigem o uso de aeronaves para o deslocamento das equipes de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a operação seguirá até 6 de setembro e oferecerá todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena, o Ministério da Defesa e a Força Aérea Brasileira (FAB).
Também estão previstas atividades em comunidades indígenas do Médio Rio Purus. Nesse território, as ações deverão ocorrer entre 10 e 20 de setembro, conforme o planejamento informado pelo ministério.
A Operação Gota utiliza uma estratégia de atendimento voltada a regiões de difícil acesso. Antes do início das missões, os DSEIs fazem um levantamento das comunidades que enfrentam maiores obstáculos para receber os serviços de saúde e identificam as pessoas que serão atendidas.
Com base nesse levantamento, são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e outros recursos necessários para cada atividade. A logística inclui a organização do deslocamento das equipes e dos materiais até as aldeias selecionadas.
Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, de acordo com as necessidades identificadas em cada território. Entre as ações possíveis estão assistência médica, avaliação nutricional e acompanhamento nutricional.
No primeiro semestre de 2026, a Operação Gota passou por territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, 112 aldeias foram visitadas no período, com a aplicação de 13 mil doses e a imunização de mais de 8 mil indígenas.
A ampliação da operação busca levar a vacinação a comunidades que enfrentam limitações de acesso aos serviços regulares de saúde. A atuação conjunta dos órgãos federais permite o transporte aéreo das equipes e dos insumos necessários para a realização das ações nos territórios indígenas.






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