Alcolumbre marca para terça-feira votação da PEC da Segurança Pública

Compartilhar
Alcolumbre marca para terça-feira votação da PEC da Segurança Pública
Foto: Lula Marques / Agência Brasil.
Compartilhar

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. De autoria do Poder Executivo, a medida estabelece regras para a atuação conjunta de União, estados e municípios no combate ao crime e prevê punições mais rigorosas para chefes de facções criminosas e milícias.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março deste ano e teve a análise concluída pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 14 de outubro. A votação em plenário é considerada uma das principais etapas da tramitação da matéria na Casa.

Entre as mudanças previstas está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. A PEC altera o artigo 144 da Carta Magna para estabelecer que a segurança pública será exercida em regime de cooperação federativa, com atuação integrada e descentralizada das instituições responsáveis pela área.

- PUBLICIDADE -

O texto também prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, destinado a organizar o sistema prisional brasileiro. União, estados e municípios poderão atuar conjuntamente na elaboração de normas sobre segurança pública, organização das polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.

Para chefes de facções e milícias, a proposta estabelece penas mais duras e restringe ou impede a progressão de regime. As lideranças deverão cumprir as penas em unidades de segurança máxima. A PEC ainda prevê medidas patrimoniais contra recursos provenientes de crimes, responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e proteção a denunciantes e familiares.

Outra medida é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público. Essas corporações poderão exercer policiamento ostensivo e comunitário nas cidades em que forem instituídas. A proposta também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal e prevê maior vinculação do orçamento destinado à segurança pública.

Na área de financiamento, a PEC determina que 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sejam repassados pela União a estados e municípios. No caso do Funpen, ficam excluídas as despesas de custeio e investimento da Polícia Penal Federal.

O texto também destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado à exploração do pré-sal, aos fundos de segurança pública. Segundo o relator da proposta na CCJ, senador Rogério Carvalho (PT-SE), as medidas criam repasses obrigatórios e aumentam a previsibilidade do financiamento das ações policiais e da execução penal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública após a promulgação da emenda constitucional, caso a PEC seja aprovada pelo Congresso.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Leia Também
Entidades criticam listas de boicote a empresas por posição política

Entidades criticam listas de boicote a empresas por posição política

Entidades empresariais, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e órgãos...

Ato de estudantes da UFF em Niterói inicia mobilização após primeiro turno

Ato de estudantes da UFF em Niterói inicia mobilização após primeiro turno

Um protesto convocado por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) reuniu centenas...

EBC conclui republicação de conteúdos retirados durante defeso eleitoral

EBC conclui republicação de conteúdos retirados durante defeso eleitoral

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) concluiu, na quarta-feira (28), a republicação...

MPT pede à Justiça que Meta remova postagens de assédio eleitoral

MPT pede à Justiça que Meta remova postagens de assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho (MPT) acionou a Justiça nesta quinta-feira (29)...