O Ibovespa subiu 1,3% nesta terça-feira (1º) e fechou aos 179.722,48 pontos, no maior nível em quase quatro meses. A alta foi impulsionada principalmente pela valorização internacional do petróleo, que favoreceu as ações da Petrobras. No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,54% e terminou o dia vendido a R$ 5,153.
Durante o pregão, o principal índice da bolsa brasileira chegou a superar os 181 mil pontos pela primeira vez desde maio. O fechamento ocorreu no nível mais alto desde 12 de maio. As ações preferenciais da Petrobras avançaram 4,11%, enquanto os papéis ordinários subiram 4,14%.
A valorização da estatal acompanhou o movimento do petróleo no exterior. O barril do tipo Brent para novembro, referência internacional, subiu 4,6%, ou US$ 4,16, e encerrou a sessão cotado a US$ 94,65. O petróleo WTI, negociado em Nova York, teve alta de 5,2%, equivalente a US$ 4,46, e fechou a US$ 90,22.
A alta da commodity ocorreu após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. O cenário aumentou as preocupações sobre a oferta global de petróleo, especialmente por causa das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz.
Além da valorização dos papéis, os investidores repercutiram o anúncio de aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação pela Petrobras. O mercado também acompanhou o recorde da produção brasileira de petróleo, que chegou a 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O dólar chegou a subir para R$ 5,20 no início da sessão, após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. O avanço da economia desacelerou para 0,5%, ante expansão de 1,1% nos três primeiros meses do ano. O resultado reforçou a percepção de que o Banco Central pode voltar a reduzir a Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
Ao longo do dia, porém, a moeda norte-americana passou a cair, acompanhando o comportamento de outras divisas de países emergentes e a alta do petróleo. A cotação chegou a R$ 5,13 por volta das 14h20. Com o resultado desta terça-feira, o dólar acumula queda de 6,12% no ano.
O desempenho da bolsa brasileira contrastou com o movimento em Wall Street. O índice S&P 500 encerrou o dia em baixa de 0,71%, enquanto o rendimento do título de dez anos do Tesouro dos Estados Unidos subia em meio a um movimento global de venda desses papéis.
O fluxo de capital estrangeiro continuou negativo na bolsa brasileira. Na última sessão de agosto, houve saída líquida de R$ 130 milhões. No acumulado do mês até o dia 28, o saldo negativo chegava a quase R$ 18,6 bilhões.






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