Rio concentra vacinação contra mpox após registrar 207 casos em 2026

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O estado do Rio de Janeiro registrou 298 casos confirmados de mpox entre janeiro e 6 de novembro de 2026, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). A capital concentra 207 ocorrências e recebeu mais de duas mil doses da vacina fornecidas pelo Ministério da Saúde. Não houve registro de mortes pela doença no estado.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio retomou a vacinação contra a mpox na sexta-feira (6). Nesta primeira etapa, podem ser imunizadas pessoas vivendo com HIV/Aids, com 18 anos ou mais, que tenham contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células por milímetro cúbico.

A aplicação ocorre de forma escalonada, conforme a vulnerabilidade dos grupos ao desenvolvimento de formas graves. A ampliação para outras pessoas vivendo com HIV/Aids e para usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) será feita posteriormente, de acordo com a disponibilidade de doses e o envio de novos lotes pelo Ministério da Saúde.

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As vacinas estão disponíveis em cinco unidades concentradoras. Os Super Centros Cariocas de Vacinação funcionam em Botafogo, na Rua General Severiano, 91, de domingo a domingo, das 8h às 22h; na Zona Norte, no Shopping Nova América, em Del Castilho, conforme o horário do centro comercial; e na Zona Oeste, no ParkShopping Campo Grande, também durante o funcionamento do shopping.

Também oferecem a imunização o Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI), no mesmo horário e dias da semana.

De acordo com a infectologista Carolina Lázari, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, não há indicação, neste momento, de vacinação em massa da população. Segundo ela, as ações preventivas adotadas pelo Ministério da Saúde são consideradas suficientes, com prioridade para homens jovens vivendo com HIV/Aids e com imunidade comprometida, profissionais que manipulam o vírus em laboratórios e pessoas que cuidam de pacientes infectados.

Até outubro, o Brasil havia registrado 665 casos de mpox em 2026, sem mortes, conforme a especialista. O Ministério da Saúde comprou, em caráter preventivo e estratégico, até 20 mil doses da vacina.

A mpox é causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão pode ocorrer por contato íntimo e por gotículas respiratórias. Os sinais incluem erupções e lesões na pele, que podem evoluir para bolhas e crostas, além de febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço e aumento dos gânglios linfáticos. As lesões aparecem com frequência no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital.

A SES-RJ informou que mantém vigilância ativa junto aos municípios e prepara uma nota técnica com critérios para orientar a identificação e o encaminhamento dos casos. A pasta também organiza treinamento para equipes técnicas municipais. A recomendação é evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar uma unidade de saúde diante de sintomas.

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