Dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmaram que a economia brasileira cresceu 3,4% em 2024. Com o resultado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país alcançou R$ 11,7 trilhões. As informações fazem parte do Sistema de Contas Nacionais e foram divulgadas nesta sexta-feira (6).
A revisão é um procedimento padrão do IBGE e incorpora novos dados de pesquisas setoriais realizadas pelo próprio instituto. O processo pode alterar ou manter os resultados divulgados anteriormente. No caso de 2024, a taxa de crescimento permaneceu em 3,4%, mesmo após ajustes nas taxas de alguns setores feitos em dezembro de 2025.
O desempenho havia sido divulgado inicialmente em março de 2025, também com indicação de expansão de 3,4% do PIB. A revisão mais recente, portanto, não modificou a taxa global de crescimento da economia no ano.
O PIB per capita, indicador que corresponde à divisão do valor da produção pelo número de habitantes, ficou em R$ 55.410,12 em 2024.
Entre os setores da economia, a indústria cresceu 3,1% e os serviços tiveram alta de 3,8%. Já a agropecuária registrou queda de 3,7% no período.
O consumo final aumentou 4,4% em 2024. Dentro desse grupo, o consumo das famílias avançou 5,1%, enquanto as despesas de consumo do governo cresceram 2%.
O IBGE já divulgou também o resultado da economia em 2025, quando o PIB cresceu 2,3%. O desempenho representou o quinto ano consecutivo de variação positiva. Esse dado ainda passará por uma revisão padrão futura do instituto e poderá ser mantido ou alterado.
Para 2026, os dados oficiais disponíveis abrangem até o segundo trimestre. No acumulado de quatro trimestres até junho, a economia apresentou alta de 1,9%. O resultado fechado do ano será divulgado apenas em março de 2027.
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2% do PIB em 2026, segundo a edição mais recente do Boletim Macrofiscal, divulgada em setembro. Na edição do Boletim Focus publicada na terça-feira (3), instituições financeiras consultadas pelo Banco Central estimaram alta de 1,76%. O Fundo Monetário Internacional prevê crescimento de 2,2% para a economia brasileira no ano.
O PIB reúne todos os bens e serviços produzidos em um país, estado ou município durante determinado período. O indicador é calculado com base em pesquisas de setores como comércio, serviços e indústria, sem contar duas vezes os produtos usados na fabricação de outros bens. Embora ajude a medir o desempenho econômico, o PIB não mostra, por si só, a distribuição de renda nem as condições de vida da população.






































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