O dólar comercial fechou em alta de 0,67% nesta quinta-feira (5), cotado a R$ 5,4876, enquanto o Ibovespa recuou 0,82%, aos 166.191,45 pontos. O pregão foi marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, principalmente após fortes perdas de ações ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia nos Estados Unidos.
O movimento levou investidores a reduzir posições em ativos considerados de maior risco, incluindo moedas de países emergentes, e a buscar proteção no dólar. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda estadunidense ante uma cesta de seis divisas, subiu 0,09%, aos 101,560 pontos.
Em Wall Street, o Nasdaq, concentrado em empresas de tecnologia, caiu 5,52%, para 24.315 pontos. O S&P 500 recuou 4,36%, aos 7.353,73 pontos, e o Dow Jones teve baixa de 3,44%, aos 51.523,06 pontos.
As perdas foram concentradas em companhias de tecnologia, semicondutores e datacenters. O mercado também repercutiu preocupações relacionadas aos investimentos em inteligência artificial e possíveis mudanças regulatórias após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Na sessão anterior, os índices haviam reagido positivamente aos resultados eleitorais.
O Ibovespa iniciou o dia em alta e se aproximou dos 169 mil pontos, mas perdeu força ao longo do pregão. O índice atingiu a máxima de 168.994,33 pontos e a mínima de 166.249,09 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa somou R$ 31,16 bilhões.
No cenário doméstico, os investidores acompanharam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão interrompeu uma sequência de cinco cortes na taxa básica de juros e foi acompanhada de críticas do setor produtivo.
As discussões sobre a política econômica do governo também permaneceram no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros, ex-ministros e conselheiros para tratar dos rumos da economia. Após o encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas, mas não anunciou ações específicas.
Segundo Durigan, houve convergência entre os participantes sobre o diagnóstico da economia. O ministro também reiterou o compromisso do governo com a sustentabilidade das contas públicas e com a melhora gradual dos resultados primários, que correspondem ao saldo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.
A produção industrial brasileira também influenciou as avaliações do mercado. O setor registrou retração de 0,8% em setembro, na comparação com agosto. Em relação a setembro do ano anterior, a queda foi de 2,5%.





































Deixe um comentário