Dólar sobe 1,27% e fecha próximo de R$ 5,17; Ibovespa recua

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Dólar sobe 1,27% e fecha próximo de R$ 5,17; Ibovespa recua
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
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O dólar comercial subiu 1,27% nesta quarta-feira (23) e fechou a sessão cotado a R$ 5,169. A moeda norte-americana foi pressionada pela valorização no exterior, pela alta do petróleo e por novas pesquisas eleitorais no Brasil. A cotação chegou a R$ 5,177 na máxima do dia, registrada por volta das 14h40.

No mercado internacional, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas, avançou cerca de 0,54%, para 101,090 pontos. O movimento foi influenciado por dados de atividade dos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras (PMI) subiu de 56 pontos em agosto para 58,4 em setembro. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.

Os números reforçaram as expectativas de que os juros norte-americanos permaneçam elevados por mais tempo. Com isso, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, avançaram e aumentaram a atratividade dos investimentos denominados em dólar.

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No Brasil, o mercado também acompanhou o cenário eleitoral. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar acumula queda de 5,83% em relação ao real no ano.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 0,86%, aos 185.814 pontos, após duas sessões consecutivas de alta. O indicador oscilou entre a máxima de 188.772 pontos e a mínima de 185.676 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 29,68 bilhões.

A alta dos juros dos Treasuries, os dados econômicos positivos dos Estados Unidos e a valorização do petróleo pressionaram os ativos de risco. Mesmo com a queda do dia, o Ibovespa acumula alta de 4,73% em setembro.

Em Nova York, os principais índices também fecharam em baixa. O Dow Jones caiu 0,68%, aos 51.512,42 pontos. O S&P 500 recuou 0,75%, para 7.706,39 pontos, enquanto o Nasdaq teve queda de 1,13%, aos 26.936,04 pontos.

O rendimento dos títulos norte-americanos de dez anos ultrapassou 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007. A elevação das taxas afetou principalmente as ações de tecnologia, mais sensíveis às expectativas para os juros.

O petróleo voltou a subir após cinco sessões de queda, em meio à falta de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent, referência internacional, avançou 2,84%, para US$ 98,12. O WTI, referência no mercado norte-americano, subiu 1,81%, para US$ 92,16.

As tensões no Oriente Médio e a possibilidade de restrições às exportações de diesel dos Estados Unidos também contribuíram para a alta. A Casa Branca negou a existência de um plano nesse sentido. O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou ainda que os estoques de petróleo do país aumentaram 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris.

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