Desvio de Diárias: Ministério Público investiga abuso de poder e corrupção contra secretário executivo de Articulação Política do Estado da Paraíba

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Foto: Reprodução
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O secretário executivo de Articulação Política do Estado da Paraíba, João Paulo Spencer de Andrade Freire, encontra-se no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público (MP). As denúncias, que vão desde abuso de poder até corrupção, peculato e falsidade ideológica, colocam em xeque a atuação do secretário e suas ligações políticas.

João Paulo, apadrinhado politicamente pela ex-vereadora Eva Gouveia, foi indicado ao cargo com o apoio dela e se tornou peça-chave na campanha do candidato à prefeitura de Campina Grande, Jhony Bezerra (PSB). No entanto, sua imagem pública está sob ameaça diante de acusações graves de utilização indevida de recursos públicos e exploração de funcionários.

Esquema de devolução de diárias

Um dos pontos centrais da investigação refere-se a um suposto esquema de peculato. De acordo com o dossiê entregue ao MP, João Paulo estaria forçando uma funcionária a devolver valores recebidos a título de diárias. Após o pagamento ser feito na conta da servidora, ela teria que transferir o montante para a conta pessoal do secretário. As provas apresentadas incluem extratos bancários, conversas por WhatsApp e documentos oficiais de autorização dessas diárias, todos registrados no sistema oficial do governo, PBDOC.

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Veja os extratos:

Corrupção e enriquecimento ilícito

Além do desvio de diárias, João Paulo também é acusado de corrupção passiva e concussão. As denúncias apontam que ele exigia vantagens financeiras, utilizando-se de sua posição de autoridade. O esquema de devolução de diárias seria uma prática comum, acarretando prejuízo direto aos cofres públicos e beneficiando o secretário.

Uso indevido de servidores

A investigação também trouxe à tona o desvio de função de servidores públicos. Cláudia Simone de Almeida Ribeiro, funcionária da Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), teria sido designada para trabalhar no gabinete de João Paulo, apesar de ser oficialmente lotada em outra instituição. Essa irregularidade geraria um prejuízo à Câmara, que continuava a pagar o salário da servidora enquanto ela desempenhava funções para o governo estadual.

Foto: Reprodução/Servidora lotada na CMCG, no gabinete de João Paulo, no Escritório de Representação do Governo do Estado

Os relatórios extraídos do sistema SAGRES comprovam que Cláudia é remunerada pela CMCG, enquanto testemunhas confirmam sua atuação direta no gabinete de João Paulo. O MP investiga se esse desvio de função configuraria mais uma das inúmeras irregularidades atribuídas ao secretário.

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