As contas de luz voltarão a ser calculadas pela bandeira verde em outubro, sem cobrança adicional, informou nesta sexta-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A mudança ocorre após cinco meses de vigência da bandeira amarela.
Segundo a agência reguladora, o retorno da bandeira verde está relacionado ao aumento do volume de chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A melhora das condições hidrológicas contribuiu para estabilizar o armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Com os reservatórios em situação mais favorável, será possível reduzir o acionamento de usinas termelétricas, que utilizam combustíveis e têm custos de geração mais altos. Essa redução influencia o custo variável da energia produzida para o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Durante a bandeira amarela, em vigor nos cinco meses anteriores, houve cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, conforme a informação divulgada pela Aneel. Com a bandeira verde, não haverá esse acréscimo na tarifa.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar aos consumidores as condições de custo da geração de energia elétrica em cada período. As bandeiras são definidas com base na previsão de variação desses custos ao longo do mês.
A bandeira verde indica condições favoráveis para a geração e não adiciona valores à conta. A bandeira amarela representa custo adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha é dividida em dois patamares: o Patamar 1 acrescenta R$ 4,46 por 100 kWh, enquanto o Patamar 2 acrescenta R$ 7,87 pelo mesmo volume.
Os valores adicionais são aplicados de acordo com o consumo registrado na unidade e incidem sobre as contas de residências, estabelecimentos comerciais e indústrias atendidos pelo sistema elétrico interligado. A definição mensal da bandeira considera as condições de geração disponíveis e os custos projetados para o período.





Deixe um comentário