Nota de pesar – Edino Krieger (1928-2022)

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A Funarte lamenta a morte do maestro Edino Krieger (1928-2022), que foi presidente da Fundação entre 1981 e 1998. Um apaixonado pela música. Além de maestro, ele foi violinista, compositor, produtor e crítico musical, dedicando-se à arte por mais de 70 anos. Criou, em 1968, o projeto que originou a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, que reúne diversos concertos de música clássica. A iniciativa foi inspirada nos famosos festivais da canção, que eram focados na música popular. Junto aos compositores Guerra-Peixe e Cláudio Santoro, foi considerado um dos principais nomes da vanguarda da música de concerto no Brasil, no século XX.

Filho do também músico, compositor e regente, Aldo Krieger, Edino teve suas primeiras lições ao violino ainda muito cedo. Aos 15, saiu de Brusque (SC) e se transferiu para o Conservatório Brasileiro de Música, no Rio. Nos Estados Unidos, chegou a estudar na Juilliard School of Music (NY), na classe de composição de Peter Mennin.

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Edino dedicou a vida à composição, direção de instituições culturais, crítica musical, ações de formação, criação e coordenação de festivais dedicados à música contemporânea, entre outras iniciativas que fazem de Krieger um personagem monumental e incontornável da cultura brasileira.

Foi idealizador e coordenador dos Festivais de Música da Guanabara e as Bienais da Música Brasileira Contemporânea da Funarte que, em 2023, completa 25 edições. A iniciativa é um dos mais longevos eventos musicais do país e o principal dedicado à produção contemporânea.

Atuou como presidente da Fundação MIS e como diretor da Sala Cecília Meireles. Edino foi presidente da Academia Brasileira de Música por diversos mandatos. Sua presença está marcada para sempre na história da música brasileira e instituições culturais do país.

A Funarte se solidariza com a família, amigos e fãs de Edino Krieger, que deixa um legado para a música em nosso país

Com informações da Sala Cecília Meirelles

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