O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência imediata de R$ 2,2 bilhões bloqueados nas contas de Henrique Vorcaro para o Banco de Brasília (BRB). Vorcaro é pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o caso Master.
O valor foi bloqueado por determinação da Justiça. Henrique Vorcaro está preso desde maio deste ano, segundo as informações apresentadas no pedido encaminhado ao STF.
A solicitação foi apresentada pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, relator temporário do caso Master. Até a publicação da informação, não havia prazo para uma decisão sobre a transferência dos recursos.
Na petição, o GDF argumenta que é um dos acionistas do BRB e que tem arcado com perdas relacionadas às operações realizadas entre o banco e o Master. Segundo o governo, essas operações são apontadas como fraudulentas no contexto investigado pela Operação Compliance Zero.
O governo distrital afirmou que os efeitos do caso atingem diretamente o patrimônio público. Entre as consequências citadas estão a desvalorização da participação acionária do Distrito Federal no BRB, a redução dos resultados e dividendos destinados ao governo e o risco de necessidade de recomposição da saúde patrimonial da instituição com recursos do Tesouro distrital.
Na manifestação ao Supremo, a Procuradoria-Geral do DF sustentou que o ente público “suporta, no próprio patrimônio público, os efeitos do dano causado ao banco”. Com base nesse argumento, solicitou que os R$ 2,2 bilhões bloqueados sejam destinados ao BRB.
A Operação Compliance Zero investiga o caso Master e envolve pessoas ligadas às operações financeiras entre o banco e o BRB. O pedido do GDF será analisado no âmbito do inquérito que tramita no STF.





































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