A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar a votação até as 19h provocou confusão e frustração entre eleitores em diferentes cidades do país neste domingo (25). Cerca de uma hora depois da determinação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a extensão do horário, no horário de Brasília, valeria apenas para as seções que ainda não haviam encerrado a votação.
Em vários locais, eleitores chegaram após as 17h e encontraram os portões fechados. Também houve relatos de mesários que só receberam informações sobre a medida depois de concluírem os procedimentos de encerramento, quando não era mais possível reabrir as urnas.
No Rio de Janeiro, pelo menos sete pessoas chegaram após as 17h ao Colégio Pensi, no Flamengo, uma das maiores zonas eleitorais da zona sul da cidade. Como não conseguiram votar, receberam a Declaração de Comparecimento sem Voto, assinada pelo presidente da seção eleitoral.
Entre os eleitores estava a contadora Manuela Tunas, que viajou do Uruguai para o Rio de Janeiro. Ela afirmou que um atraso no voo fez com que pousasse às 17h. Manuela disse que conseguiu chegar ao local após saber da prorrogação, mas não pôde votar. Para ela, a permanência de algumas seções abertas e o fechamento de outras criou uma situação desigual.
A estudante Gabriele Eduarda de Azevedo também estava em viagem e decidiu tentar votar depois de tomar conhecimento da decisão. Já a aposentada Gina Cláudia Nunes, de 70 anos, foi orientada a procurar outra escola, mas ouviu que sua zona eleitoral não correspondia ao local e que as urnas já estavam fechadas.
Em Brasília, Bruna Lourenço, presidente de seção na Escola Classe 108, em Samambaia Sul, relatou que recebeu orientação para iniciar o fechamento das urnas às 17h. Segundo ela, as informações sobre a prorrogação chegaram somente depois de concluídos procedimentos como a impressão dos boletins, o preenchimento da ata e a entrega da mídia.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal informou que, assim como na seção presidida por Bruna, as urnas foram fechadas às 17h, antes que a informação sobre a extensão do horário chegasse aos mesários e presidentes de seção.
Em São Paulo, algumas seções permaneceram abertas até as 19h. Lucas Suassuna, mesário voluntário na seção 309 da 6ª Zona Eleitoral, disse que recebeu a orientação para não encerrar a votação às 17h. Segundo ele, no período adicional, apenas três ou quatro pessoas procuraram o local.
Em Campinas, a advogada Amanda Vitorino visitou as escolas Professora Maria Julieta de Godói Cartezani, Tancredo Neves e Matinde Azevedo Egídio Setúbal. Ela afirmou que encontrou unidades fechadas e eleitores que não conseguiram votar porque as urnas já haviam sido encerradas.





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