A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato presidencial foi destaque nas páginas digitais de veículos de imprensa da Europa, dos Estados Unidos, da América Latina e do Oriente Médio. Lula venceu a eleição realizada no domingo (25), em uma virada após ter terminado o primeiro turno atrás do adversário.
O The New York Times, dos Estados Unidos, destacou a vitória de Lula e a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na noite de domingo, o jornal afirmou que o presidente conteve um movimento de direita liderado pelo candidato adversário.
Na reportagem, o periódico também mencionou que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022. A cobertura relacionou o resultado brasileiro à disputa política entre o campo liderado por Lula e o bolsonarismo.
O britânico The Guardian chamou atenção para a virada considerada inédita e para o fato de Lula ter conquistado o quarto mandato presidencial mesmo depois de perder o primeiro turno. O jornal também destacou a derrota política da extrema direita bolsonarista.
Na Espanha, o El País enfatizou a recuperação eleitoral de Lula e mencionou uma vantagem de aproximadamente 4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. O periódico também apresentou o presidente brasileiro como uma força de resistência ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
A agência de notícias Associated Press (AP) seguiu a mesma linha e classificou a vitória de Lula como um revés para Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina. A agência também ressaltou o ineditismo do quarto mandato presidencial.
Na Alemanha, o Der Spiegel destacou a escolha dos eleitores brasileiros pela continuidade de Lula na Presidência. A publicação mencionou a idade do presidente, de 80 anos.
Na Argentina, o Clarín afirmou que Lula deu a volta na eleição e superou Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais. Já a rede árabe Al Jazeera, do Qatar, informou que o presidente venceu o senador por uma margem estreita e conquistou um quarto mandato inédito, com base nos dados do órgão eleitoral oficial do Brasil.





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