O dólar à vista subiu 0,49% nesta segunda-feira (14) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,149. A moeda estadunidense chegou a avançar mais de 1% durante a manhã, atingindo a máxima de R$ 5,183, em um dia marcado pela aversão ao risco nos mercados, pela alta do petróleo, por tensões geopolíticas e por incertezas no cenário político brasileiro.
Durante a tarde, o dólar reduziu parte da alta e alcançou a mínima de R$ 5,1414. A movimentação ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã, o que diminuiu parte das preocupações relacionadas à oferta global de petróleo.
No exterior, o índice DXY, que acompanha o comportamento do dólar em relação a seis moedas fortes, avançava 0,41% no fim da tarde, aos 99,508 pontos. No acumulado do ano, o dólar registra queda de 6,19% ante o real.
Os negócios no Brasil também foram influenciados pela divulgação de pesquisas eleitorais e pelo acompanhamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), além dos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes está previsto para ser analisado pelo plenário do STF nesta terça-feira (15).
No mercado de juros, os investidores acompanham a possibilidade de redução do diferencial entre as taxas brasileiras e norte-americanas. O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decidirá sobre os juros na quarta-feira (17), enquanto o mercado projeta a continuidade do ciclo de cortes da Selic.
O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 183.813,36 pontos e a máxima de 187.320,96 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 24,4 bilhões.
A queda da bolsa foi pressionada principalmente pelas ações de mineradoras, em meio ao recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados na China. O cenário político brasileiro também contribuiu para a instabilidade. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 caiu 0,48%, afetado também por preocupações relacionadas aos riscos do avanço da inteligência artificial.
O petróleo esteve entre os principais fatores de pressão sobre os mercados. O barril do Brent para novembro chegou a ser negociado a US$ 109,80 pela manhã, com alta próxima de 5%, após novos ataques contra infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio.
A cotação perdeu força durante a tarde após indicações de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e notícias sobre uma eventual suspensão de ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia. Mesmo assim, o Brent terminou o dia a US$ 105,68, alta de 1,02%. O contrato acumula ganhos superiores a 15% em setembro e de aproximadamente 75% no ano.
A valorização do petróleo aumenta as preocupações com a inflação e pode influenciar as decisões de política monetária das principais economias ao longo da semana.





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