A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de um medicamento experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família nas redes sociais.
Segundo Mila Seidl, esposa de Lito, a previsão é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias contados a partir de sexta-feira (4). Em uma publicação, ela afirmou que a família está preparada para iniciar o tratamento e ressaltou que o processo não envolveu qualquer tipo de privilégio.
Mila explicou que a autorização não representou uma exceção criada especificamente para o caso do marido. De acordo com ela, o uso compassivo de medicamentos experimentais é previsto em regulamentação e pode ser solicitado por outras pessoas em situações semelhantes.
“Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir”, disse a esposa do piloto. Ela afirmou que o pedido foi acompanhado de documentação considerada robusta, incluindo informações encaminhadas pela farmacêutica responsável e exames realizados pelo paciente.
A família também destacou que pretende mostrar o caminho percorrido durante o processo para auxiliar outras pessoas que enfrentam doenças raras. Entre as possibilidades citadas estão a solicitação de uso experimental de medicamentos, a importação de tratamentos e a participação em estudos.
Ainda segundo Mila, houve entendimento sobre a urgência do caso por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a Anvisa, além da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. Ela relatou, no entanto, que o procedimento acelerado levou cerca de uma semana e que, nesse período, o estado de saúde de Lito sofreu perdas.
Mila também afirmou compreender a necessidade de análise pelas autoridades antes da autorização. “Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa”, declarou, ao explicar que a decisão exige avaliação da documentação e das condições do tratamento.
A Doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição rara e de rápida progressão. No Brasil, são registrados menos de 100 casos suspeitos por ano, conforme as informações divulgadas pela Agência Brasil.
A doença está relacionada ao acúmulo de formas anormais de uma proteína produzida nas células cerebrais, chamadas príons. Esse processo compromete o funcionamento do cérebro e, de acordo com o conteúdo disponível sobre a condição, o quadro tem desfecho fatal.





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