Jornalista Geovanne Santos critica politização do Açude Velho e diz que responsabilidade não é exclusiva da Prefeitura

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O jornalista Geovanne Santos afirmou que o prefeito de Campina Grande não pode ser apontado como o único culpado pelos problemas registrados no Açude Velho, especialmente diante da mortandade de peixes que tem gerado forte repercussão nas redes sociais. Em vídeo divulgado nesta semana, ele defendeu que o debate seja feito com responsabilidade e sem uso político do episódio.

Segundo Geovanne, o Açude Velho é um patrimônio histórico e ambiental da cidade e o problema enfrentado atualmente é grave, exigindo preocupação e ação conjunta. Ele ressaltou que acompanha de perto a situação e afirmou que está comprometido com a defesa do manancial, destacando que a discussão deve ter como foco a solução, e não o ataque político.

O jornalista reconheceu que a Prefeitura de Campina Grande atravessa uma crise financeira e administrativa, o que, segundo ele, é um fato conhecido e inegável. No entanto, criticou o uso das imagens da mortandade de peixes e do engajamento nas redes sociais para atacar o prefeito Bruno Cunha Lima com objetivos eleitorais.

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“Uma coisa é cobrar responsabilidades, outra é usar um episódio grave para fazer politicagem”, pontuou Geovanne, ao afirmar que a Prefeitura tem, sim, responsabilidade sobre o Açude Velho, mas não de forma exclusiva. Para ele, a tentativa de transformar o prefeito em “bode expiatório” ignora o papel de outros entes e agentes públicos.

Geovanne questionou a ausência de parlamentares federais e do Governo do Estado no debate e nas ações práticas para enfrentar o problema. Ele lembrou que questões ambientais e de saúde pública envolvem também a União e citou como exemplo a revitalização da Lagoa, em João Pessoa, que contou com a atuação de toda a classe política durante o governo Ricardo Coutinho.

O jornalista também mencionou que o fenômeno observado no Açude Velho pode estar relacionado a um processo de eutrofização, reforçando que o tema exige abordagem técnica e integrada. Para ele, a construção de uma narrativa simplista, que atribui incompetência exclusiva ao prefeito, não contribui para a resolução do problema.

Ao final, Geovanne Santos deixou uma reflexão ao público: ou há uma mobilização séria e conjunta para resolver a situação do Açude Velho, ou o episódio continuará sendo explorado politicamente. “A cobrança precisa ser feita a todos os atores envolvidos”, concluiu.

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