Anvisa proíbe venda de insulina, tirzepatida e outros produtos irregulares

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Anvisa proíbe venda de insulina, tirzepatida e outros produtos irregulares
Foto: Caroline Morais / Ministério da Saúde
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de todos os lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. A decisão foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União e inclui a suspensão da distribuição do produto insulina glargina 3 mL/100 UI.

Segundo a agência, a empresa distribuiu o medicamento sem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para essa atividade, em desacordo com a legislação sanitária. Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Petrópolis (RJ), no início de setembro, constatou que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e não tinha licença sanitária identificada no local.

A Agência Brasil tentou contato com a Costa Mar Comércio Licitatório, mas não recebeu resposta até a publicação da informação. O espaço permanece aberto para manifestação.

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A resolução também proibiu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação, o transporte e o uso de peptídeos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Entre os produtos está uma marca de tirzepatida comercializada pelo site peptideospro.com. A medida vale para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação.

A agência determinou ainda a apreensão de produtos vendidos no site peptideosdobrasil.com.br e fabricados por uma empresa não identificada. A lista inclui BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare; NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs; Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm; Retagen 40 mg Retatrutide, também da Oxygen Pharm; Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare; e Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.

A Anvisa explicou que tirzepatida e semaglutida são substâncias que imitam a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo e relacionado à saciedade e ao controle dos níveis de açúcar no sangue. Produtos sem registro não podem ser comercializados ou utilizados.

Também foi suspensa a venda, a distribuição e o uso do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy, de 300 mg, após a Johnson & Johnson informar um recolhimento voluntário. Existe a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos. A empresa afirmou que identificou um único frasco fora dos padrões de fabricação e adotou a medida como precaução.

De acordo com a Johnson & Johnson, a probabilidade de o problema afetar outros frascos é remota e não há impacto no fornecimento ou na disponibilidade do medicamento para os pacientes.

A resolução determinou ainda o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi, 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A. A Anvisa informou ter confirmado perda de esterilidade da solução devido ao comprometimento da integridade da embalagem primária. A empresa foi procurada e ainda não havia apresentado posicionamento até a publicação.

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