O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” a eleição brasileira, marcada para ocorrer em três dias, no primeiro turno. A declaração foi dada na saída da Casa Branca, antes de o presidente norte-americano embarcar para o Texas.
Questionado por uma jornalista, Trump disse considerar o Brasil um país importante e a eleição um acontecimento relevante. Ele não citou nomes nem declarou apoio a qualquer candidato, como fez recentemente em outras disputas presidenciais, entre elas a da Colômbia.
“Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, afirmou.
A manifestação ocorre em um período de tensão entre os governos brasileiro e norte-americano e de preocupação, no Brasil, com a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral.
Em setembro, um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. O documento classificou a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade”.
Segundo a análise da Abin, a reafirmação da hegemonia dos Estados Unidos na América Latina é uma prioridade do segundo governo de Donald Trump. O relatório afirma que o objetivo seria afastar rivais dos Estados Unidos, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.
A avaliação da agência também indica que as ações norte-americanas em relação ao Brasil foram intensificadas nos meses anteriores. Além da possibilidade de ingerência nas eleições, o relatório menciona medidas econômicas e políticas consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.
Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam conversar com autoridades eleitorais brasileiras sobre liberdade de expressão relacionada às eleições. A visita seria realizada após episódios envolvendo políticos que questionaram as urnas eletrônicas.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil também avaliaram riscos relacionados a possíveis ações cibernéticas e à atuação de grandes plataformas digitais durante o processo eleitoral.






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