Dólar sobe 0,47% e fecha a R$ 5,193 em dia de aversão a risco

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Dólar sobe 0,47% e fecha a R$ 5,193 em dia de aversão a risco
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
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O dólar comercial subiu 0,47% nesta quinta-feira (24) e fechou vendido a R$ 5,1931, aproximando-se de R$ 5,20. A cotação atingiu R$ 5,202 na máxima do dia, por volta das 15h, em um pregão marcado pelo aumento da aversão a risco nos mercados internacionais e pela atenção dos investidores ao cenário econômico brasileiro.

Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular alta de 0,26% em setembro. No ano, porém, ainda registra queda de 5,39%. O dólar iniciou a sessão cotado a R$ 5,16.

A valorização acompanhou o movimento da moeda dos Estados Unidos no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, avançava 0,14%, aos 101,270 pontos.

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A alta ganhou força com a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em meio às preocupações com a inflação norte-americana e à perspectiva de manutenção dos juros em níveis elevados pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

O rendimento do título de dez anos do Tesouro norte-americano chegou a 5,2209% no fim da tarde, ante 5,114% na sessão anterior. Segundo a Agência Brasil, o papel registrou rendimento acima de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a estimular a saída de recursos de mercados emergentes, como o Brasil.

O Banco Central também atuou no mercado de câmbio. A autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos. Nesse tipo de operação, o BC oferta dólares com compromisso de recomprar os recursos posteriormente, ampliando a liquidez no mercado.

Na quarta-feira (23), o Banco Central havia informado que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. A instituição também divulgou novas projeções econômicas e reduziu de 2% para 1,8% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,4%.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa fechou aos 183.965,91 pontos, com queda de 0,99%. O índice oscilou entre a máxima de 186.211,43 pontos e a mínima de 183.834,97 pontos.

Além do ambiente internacional, investidores acompanharam as projeções para as contas públicas. Os Ministérios da Fazenda e do Planejamento reduziram de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, mas elevaram para R$ 80,9 bilhões a previsão de déficit efetivo em 2026.

O petróleo também avançou. O barril do tipo Brent subiu 3,41%, para US$ 106,60, enquanto o WTI teve alta de 2,65%, a US$ 94,61. As cotações refletiram as incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

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