Anvisa alerta para risco de deficiência de vitamina B6 com carbidopa/levodopa

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Anvisa alerta para risco de deficiência de vitamina B6 com carbidopa/levodopa
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o risco de deficiência de vitamina B6 em pacientes que utilizam medicamentos contendo carbidopa/levodopa, indicados para o tratamento da doença de Parkinson. Segundo a agência, a redução da vitamina pode estar associada à ocorrência de convulsões.

O alerta foi divulgado em 16 de setembro de 2026, após a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, identificar casos de convulsões relacionados à deficiência de vitamina B6 em pacientes que usavam esse tipo de medicamento.

De acordo com a Anvisa, a análise das evidências levou à adoção de medidas preventivas para ampliar a segurança dos pacientes e reforçar o monitoramento do possível risco. Até o momento, a agência informou que não foram identificados no Brasil casos semelhantes notificados.

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Como medida de segurança, a Anvisa determinou a atualização da bula do medicamento Carbidol, que contém carbidopa/levodopa. O documento deverá incluir informações sobre o risco de deficiência de vitamina B6 associado ao tratamento.

A agência também recomendou que os níveis da vitamina sejam avaliados antes do início do uso do medicamento e acompanhados periodicamente durante o tratamento. A orientação busca permitir a identificação de possíveis alterações e a adoção de medidas pelos profissionais de saúde.

A Anvisa destacou que a ação tem caráter preventivo e pretende ampliar as informações disponíveis para médicos, demais profissionais de saúde e pacientes. A medida também busca contribuir para o uso seguro dos medicamentos e para o reconhecimento precoce de possíveis sinais de deficiência de vitamina B6.

Pacientes que utilizam carbidopa/levodopa devem seguir as orientações do profissional responsável pelo tratamento e não interromper o uso do medicamento por conta própria. A avaliação sobre a necessidade de exames ou de qualquer mudança na terapia deve ser feita pela equipe de saúde.

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