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Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

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Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional iniciada na quinta-feira (10). A paralisação continua por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais tentam retomar as negociações para renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h de sexta-feira (11). O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.

Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso o texto fosse rejeitado. O banco deve avaliar a possibilidade de ingressar com um dissídio coletivo, instrumento que permite à Justiça do Trabalho estabelecer condições para solucionar o impasse entre a instituição e os trabalhadores.

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Apesar da rejeição, a Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas e que pretende buscar um entendimento. A proposta apresentada tinha validade até sexta-feira (11).

Entre os itens oferecidos pelo banco estavam um prêmio de R$ 3 mil por empregado; o pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio; e o aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa.

O texto também previa a antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030, o pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027, R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027 e a criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

No Saúde Caixa, a proposta estabelecia contribuição dos empregados entre 2,3% e 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária, além de cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente. O teto anual de coparticipação por grupo familiar subiria de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil, com limite de 9% para o grupo familiar e piso de R$ 50 por beneficiário.

Também estavam previstas a cobrança de 13 mensalidades, o aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto, a isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina e o recadastramento anual obrigatório. Titulares que atualmente estão fora do plano teriam uma janela de 90 dias para adesão, mas não poderiam retornar ao Saúde Caixa após o cancelamento.

A greve começou depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do ACT. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam recusado o texto anterior. Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da paralisação, enquanto os caixas eletrônicos permaneceram disponíveis.

Durante a greve, a Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos, como os aplicativos Caixa, Caixa Tem, Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS, além do internet banking, WhatsApp Caixa, caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. O atendimento telefônico funciona pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

No Banco do Brasil, a maior parte dos sindicatos aprovou a proposta apresentada pela instituição, e os trabalhadores atuaram normalmente na sexta-feira (11). A paralisação, porém, continuava em 18 bases sindicais.

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