A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026 caiu de 5,01% para 5%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). A estimativa considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador usado como referência para a inflação no país.
Mesmo com a redução, a projeção permanece acima do intervalo de tolerância da meta de inflação. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com limite inferior de 1,5% e superior de 4,5%.
Para 2027, a previsão de inflação passou de 4,28% para 4,29%. As estimativas para 2028 e 2029 permanecem em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Em julho, a queda nos preços dos alimentos contribuiu para a desaceleração da inflação oficial pelo quarto mês consecutivo. O IPCA do mês ficou em 0,07% e acumulou alta de 4,44% em 12 meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de agosto será divulgada pelo instituto na sexta-feira (11).
Taxa Selic
A taxa Selic, principal instrumento usado pelo Banco Central para tentar controlar a inflação, está em 14% ao ano. Na reunião de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, no quarto corte consecutivo.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a reduzir os juros em março, em um cenário de queda da inflação. Segundo o conteúdo do boletim, a guerra no Oriente Médio, com impactos sobre os preços de combustíveis e alimentos, dificulta a continuidade da redução dos juros.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Para o fim de 2026, os analistas consultados pelo Focus projetam a Selic em 13,75% ao ano. As previsões para 2027 e 2028 são de 12% e 10,5%, respectivamente. Para 2029, a estimativa é de 10%.
PIB e câmbio
A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026 subiu de 1,92% para 1,93%. Para 2027, a expectativa permanece em 1,5%. O mercado prevê expansão de 1,96% em 2028 e de 2% em 2029.
No segundo trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% na comparação com os três primeiros meses do ano. Em 12 meses, a expansão foi de 1,9%, conforme o IBGE. Em 2025, a economia brasileira avançou 2,3%, com crescimento em todos os setores.
Para o dólar, o mercado estima cotação de R$ 5,20 no fim de 2026 e de R$ 5,30 no encerramento de 2027.





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