O Ministério da Saúde monitora os impactos das queimadas sobre a população e o Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas. A ação ocorre após o governo estadual decretar situação de emergência em 36 municípios, no dia 10 de outubro, devido aos incêndios florestais.
A pasta trabalha em conjunto com o governo do Amazonas e as prefeituras das áreas afetadas pela estiagem severa, pelo fogo e pela fumaça. As medidas incluem visitas técnicas e apoio à gestão municipal, com o objetivo de organizar ações preventivas e manter o abastecimento de insumos essenciais para o atendimento da população.
Até o momento, o Ministério da Saúde identificou 12 municípios que precisam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde. A avaliação considera os efeitos da exposição à fumaça e as condições de funcionamento da rede local.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial. A fumaça pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, aumentando a necessidade de acompanhamento e de assistência nos municípios atingidos.
O ministério também avalia o consumo de oxigênio nos territórios, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Pela organização descentralizada do SUS, cabe ao gestor local administrar a rede de saúde, o que envolve a compra, o controle de estoques e a logística de medicamentos e demais insumos.
Em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, o governo federal pode apoiar o abastecimento emergencial de itens necessários à assistência respiratória, como cilindros de oxigênio. Esse auxílio pode ocorrer por meio do poder de compra do Ministério da Saúde ou do apoio logístico das Forças Armadas para o reabastecimento.
Paralelamente ao monitoramento na área da saúde, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém operações de prevenção e combate aos incêndios florestais. O órgão enviou 290 brigadistas federais ao Amazonas e utiliza aeronaves do governo nas ações.
O governo federal também deslocou dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira para o estado. As aeronaves estão em operação desde segunda-feira, 13 de outubro. Outras seis aeronaves foram mobilizadas: quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros.
De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente em 14 de outubro, o Ibama havia extinguido 303 focos de incêndio no Amazonas. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou ainda que o Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu R$ 45 milhões do governo federal desde 2024.
Os recursos são destinados à estruturação do Corpo de Bombeiros Militar para o combate a incêndios, incluindo a compra de viaturas e equipamentos de segurança e a implantação de bases de operação.





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