Economia brasileira recua 0,4% de junho para julho, estima FGV

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Economia brasileira recua 0,4% de junho para julho, estima FGV
Foto: Miguel Ângelo / CNI / Direitos Rese
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A economia brasileira recuou 0,4% na passagem de junho para julho, segundo estimativa do Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado, divulgado nesta quinta-feira (17), representa a segunda variação mensal negativa consecutiva. Em junho, a retração havia sido de 1%.

O Monitor do PIB reúne dados dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária para estimar o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o conjunto de bens e serviços produzidos no país. Os números passam por ajuste sazonal, procedimento que elimina efeitos de calendário e de períodos específicos do ano para permitir a comparação entre diferentes meses.

Na comparação com julho de 2025, a economia brasileira apresentou alta de 1,3%. No acumulado de 12 meses até julho, o crescimento foi de 1,8%, abaixo dos 2,2% registrados no acumulado até junho. Em valores correntes, o PIB acumulado até julho é estimado em R$ 7,853 trilhões.

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Para Juliana Trece, coordenadora do estudo, o resultado reflete o enfraquecimento das três principais atividades econômicas, com retração da agropecuária e estagnação da indústria e dos serviços. A economista também classificou o cenário externo como desafiador, citando a elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos a parte das exportações brasileiras e a alta do preço do petróleo associada à guerra no Oriente Médio.

No mercado doméstico, Trece apontou os juros elevados e o endividamento das famílias como obstáculos para a atividade econômica. O estudo também considera o impacto desses fatores sobre o consumo e os investimentos.

O consumo das famílias, responsável por mais de 60% do PIB, cresceu 0,4% no trimestre móvel encerrado em julho. Segundo a FGV, essa foi a menor taxa desde o trimestre móvel terminado em outubro de 2025, quando o avanço havia sido de 0,2%. A instituição utiliza as comparações trimestrais por apresentarem menor volatilidade e permitirem uma avaliação mais clara da trajetória da economia.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e outros ativos, avançou 1,4% no trimestre móvel até julho. Foi a quarta expansão consecutiva do indicador.

O Monitor do PIB é uma das estimativas utilizadas para acompanhar a atividade econômica antes da divulgação dos dados oficiais. Na quarta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou queda de 0,2% em julho ante junho. O Banco Central projeta crescimento de 1,5% em 12 meses.

O PIB oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do terceiro trimestre será publicado em 2 de dezembro. Já o relatório Focus divulgado na segunda-feira (14) indicou expectativa de alta de 1,89% para a economia brasileira em 2026.

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