Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriram agendas de campanha nesta segunda-feira (19) em diferentes regiões do país. Flávio participou de uma motociata em Marabá, no sudeste do Pará, enquanto Lula esteve em uma caminhada no centro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Durante o ato em Marabá, Flávio defendeu o direito à propriedade privada e afirmou que pretende promover, em um eventual governo, “a maior regularização fundiária que o Pará já viu”. O candidato não apresentou detalhes sobre a forma de execução da proposta.
Em seu discurso, Flávio também criticou entraves ambientais e fundiários. Segundo ele, as regras relacionadas a essas áreas seriam alteradas por razões que classificou como ideológicas. “Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu”, declarou.
O candidato do PL citou ainda o combate à criminalidade como uma das prioridades de sua eventual administração. Ele afirmou que pretende enfrentar organizações criminosas, devolver aos cidadãos o controle sobre seus bens e propor a castração química para condenados por estupro.
Flávio também disse que a região amazônica precisa de obras estruturantes e mencionou investimentos na área da saúde. Depois da agenda em Marabá, ele seguiu para Manaus, onde participou de um ato com apoiadores à noite.
Em Porto Alegre, Lula participou de uma caminhada no Largo dos Açorianos, área localizada entre o bairro Cidade Baixa e o Centro Histórico. Durante o evento, o candidato anunciou que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para abrir seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, além dos sigilos dos filhos. Lula desafiou Flávio a fazer o mesmo.
“Eu vou entregar na expectativa que ele entregue a dele e eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão neste país”, afirmou.
À noite, Lula concedeu uma entrevista gravada ao SBT. Entre os temas abordados, ele mencionou um projeto aprovado pelo Congresso Nacional que prevê o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs). De acordo com o candidato, a medida beneficiaria cerca de 3,6 milhões de empreendedores, com débitos que somam R$ 12,6 bilhões.
A proposta também eleva para R$ 140 mil o teto de faturamento dos MEIs e permite a contratação de mais de um empregado. Atualmente, a legislação autoriza a contratação de apenas um funcionário. Lula afirmou ainda que tratou da possível mudança no regime de trabalho 6×1, de medidas de combate à criminalidade e de investimentos em saúde.




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