O dólar comercial subiu 0,74% nesta terça-feira (13) e voltou a fechar acima de R$ 5, na retomada dos negócios após o feriado. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,023. Mesmo com a alta da sessão, o dólar acumula queda de 8,50% em 2026.
O avanço ocorreu apesar da desvalorização da moeda no exterior. Às 17h05, o índice do dólar, que acompanha o desempenho da divisa dos Estados Unidos diante de uma cesta de seis moedas, recuava 0,34%, aos 102,190 pontos.
No mercado brasileiro, os investidores acompanharam pesquisas eleitorais divulgadas ao longo do dia, em meio à disputa presidencial. O cenário contribuiu para os movimentos no câmbio.
O Banco Central cancelou, no fim da manhã, um leilão regular de rolagem de swap cambial, operação de venda de dólares no mercado futuro. A oferta previa 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro. Segundo as informações divulgadas, o cancelamento ocorreu por causa de um problema técnico.
O Ibovespa, principal índice da B3, caiu 1,04% e encerrou o pregão aos 206.887,52 pontos. Durante o dia, o indicador oscilou entre a mínima de 206.146,15 pontos e a máxima de 209.071,98 pontos. O volume financeiro negociado somou R$ 45,63 bilhões.
A sessão foi marcada por ajustes nas posições dos investidores depois de o índice alcançar recordes históricos na semana anterior, quando superou a marca de 209 mil pontos. A realização de lucros, movimento de venda de ativos para consolidar ganhos recentes, também influenciou o desempenho da bolsa.
O mercado ainda acompanhou o cenário eleitoral e o comportamento das bolsas internacionais. Em Nova York, houve cautela, com perdas nas ações de empresas de semicondutores e repercussão dos resultados trimestrais de grandes bancos dos Estados Unidos. O índice S&P 500 terminou o dia praticamente estável, com queda de 0,02%.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas. O Brent para dezembro, referência internacional, recuou 0,9%, a US$ 105,69 por barril. Já o WTI para novembro, negociado nos Estados Unidos, avançou 0,43%, a US$ 94,14 por barril.
Os preços da commodity oscilaram em meio às avaliações sobre a possibilidade de aumento da oferta russa e às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Em relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve em 600 mil barris por dia a previsão de aumento da oferta de países fora do grupo em 2026. Para 2027, a entidade elevou em 200 mil barris por dia a projeção de crescimento da demanda.





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