O Brasil lidera o quadro geral de medalhas do Open das Américas de halterofilismo, disputado na Cidade do México. Após três dias de competição, a delegação brasileira soma 14 pódios, sendo sete medalhas de ouro. O torneio, que vale pontos para o ranking de classificação à Paralimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, termina nesta quinta-feira (8).
O desempenho brasileiro ganhou força na terça-feira (6), quando os atletas conquistaram quatro ouros e três dobradinhas, expressão usada quando competidores do mesmo país ocupam as duas primeiras posições de uma categoria.
Atual bicampeã paralímpica, a paulista Mariana D’Andrea venceu entre as atletas até 73 quilos. Ela levantou 146 kg e estabeleceu o novo recorde das Américas, superando em um quilo a própria marca, registrada em 2024. A mineira Caroline Fernandes ficou com a prata, ao erguer 119 kg.
“O meu treinador sempre fala que é difícil chegar ao topo, mas o mais difícil é se manter, porque a gente vira alvo de todo mundo”, afirmou Mariana em entrevista à TV Brasil antes da viagem ao México. A atleta, que tem nanismo, também destacou a disciplina necessária para continuar entre as principais competidoras da modalidade.
Na categoria até 80 kg, o ouro ficou com o paraibano Ailton de Souza, que levantou 201 kg. O equatoriano Sebastian Ayala, com 166 kg, foi o segundo colocado, enquanto o mexicano Jairo Santiago, com 161 kg, completou o pódio. Ailton sofreu paralisia infantil após um erro médico no nascimento.
Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, Maria de Fátima Castro venceu entre atletas de até 79 kg. A amazonense levantou 135 kg, quatro a mais que a brasiliense Gabrielle Lima, segunda colocada. Maria de Fátima passou a competir nessa categoria após disputar anteriormente entre atletas de até 67 kg.
Outra dobradinha brasileira ocorreu na categoria até 61 kg. A paulista Laira Guimarães conquistou o ouro com 109 kg, enquanto a paraense Naira Cruz levou a prata ao levantar 106 kg. As duas também mudaram de categoria neste novo ciclo paralímpico.
O Brasil havia iniciado a competição no domingo (4), com quatro medalhas. Marco Túlio Cruz, de Minas Gerais, venceu entre atletas até 49 kg, e Lara Lima, também mineira, foi campeã na categoria até 45 kg. O potiguar João Maria França conquistou a prata até 59 kg, e a paulista Brenda Pepe ganhou o bronze até 41 kg.
Na segunda-feira (5), Maria Rizonaide da Silva, do Rio Grande do Norte, ganhou o ouro até 50 kg. A gaúcha Ana Paula Marques, até 61 kg, e a mineira Cristiane Reis, até 55 kg, ficaram com o bronze. O rondoniense Kauê Motta terminou em quarto lugar até 65 kg, a um quilo do pódio, em sua estreia internacional após trocar o fisiculturismo pelo halterofilismo.
O Open das Américas é uma das competições obrigatórias para atletas do continente que buscam vaga em Los Angeles 2028. Em 2027, os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e o Campeonato Mundial da Cidade do México serão necessários para cumprir os requisitos da World Para Powerlifting. Em 2028, os atletas precisarão participar de ao menos duas etapas da Copa do Mundo. Os oito melhores de cada categoria, desde que atendam às exigências da entidade, garantirão a classificação.





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