Servidores da PB Saúde denunciam condições de alimentação e problemas estruturais no Hospital Metropolitano

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Foto: Reprodução/Internet
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Servidores do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, denunciaram à CBN Paraíba uma série de irregularidades na unidade de saúde, administrada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). Entre as queixas, a mais alarmante envolve a qualidade da alimentação oferecida: imagens enviadas à reportagem mostram uma barata em um prato de comida servido pela cozinha do hospital.

De acordo com os relatos, o problema da presença de insetos não seria um fato isolado. Trabalhadores afirmam que as condições estruturais da unidade também são motivo de preocupação, com registros de falhas recorrentes no sistema de ar-condicionado, especialmente em áreas sensíveis como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Um servidor, que preferiu não se identificar, relatou que os problemas estruturais chegaram a ocasionar o fechamento de um setor de UTI.

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Além das questões físicas da unidade, as denúncias se estendem à área administrativa e trabalhista. Servidores apontam falta de transparência fiscal, com uma suposta sonegação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Há ainda queixas de atrasos salariais: profissionais contratados como pessoas jurídicas afirmam estar sem receber há mais de um ano. Outro ponto levantado é a demora na convocação de aprovados em concurso público realizado para a instituição.

Diante das denúncias, a PB Saúde se manifestou por meio de nota oficial. A fundação informou que o Hospital Metropolitano adota um cronograma recorrente de dedetização e controle de pragas, executado por empresa especializada, e que, após a denúncia, determinou o reforço imediato das ações preventivas.

Sobre o FGTS, a instituição negou qualquer sonegação e explicou que houve uma intercorrência técnica no processo de compensação, o que impediu o pagamento na data prevista. Segundo a PB Saúde, os valores serão quitados assim que o problema for solucionado, com as devidas correções, sem prejuízo aos trabalhadores.

Em relação ao concurso público, a fundação esclareceu que o certame foi homologado em 10 de abril de 2025, com validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. A PB Saúde afirmou que as primeiras convocações ocorreram em maio de 2025 e que, até o momento, 571 profissionais já foram chamados, o que corresponde a cerca de 40,5% das vagas imediatas previstas. A instituição sustenta que o cronograma segue dentro da legalidade e de forma gradual, conforme o planejamento orçamentário e a demanda das unidades.

Sobre as falhas no ar-condicionado da UTI, a direção do hospital informou que os episódios foram prontamente tratados, com adoção de medidas corretivas, realocação preventiva de pacientes quando necessário e abertura de procedimentos para apurar responsabilidades das empresas contratadas.

Ao final da nota, a PB Saúde reafirmou o compromisso com a transparência, a legalidade, a segurança assistencial e o respeito aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos trabalhadores, colocando-se à disposição dos órgãos de controle e da sociedade para novos esclarecimentos.

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