Incerto de valores, governo dispensa previsão de R$ 4 bi de Desenrola de Reguladoras em 2024

Compartilhar
Incerto de valores, governo dispensa previsão de R$ 4 bi de Desenrola de Reguladoras em 2024
Compartilhar
- PUBLICIDADE -

A equipe econômica decidiu retirar da previsão de arrecadação deste ano uma das medidas de compensação à desoneração da folha de pagamentos aprovadas pelo Congresso. Diferente do relatório bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado em setembro, o documento não conta com R$ 4 bilhões que são esperados com o chamado “Desenrola Agências Reguladoras”.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, um parecer de novembro da Procuradoria-Geral Federal (PGF) alertou que não haveria como assegurar “com elevado grau de certeza” o efetivo ingresso do valor estimado ainda em 2024.

Siga nossos perfis no Instagram @blogandersonsouza@blogdoandersonsouza 

- PUBLICIDADE -

O programa só foi efetivamente regulamentado em outubro e a adesão pelas empresas devedoras se encerra no final do ano. Esse desconto de R$ 4 bilhões influenciou na redução da projeção de receitas primárias federais, que caiu R$ 2,108 bilhões no relatório do 5º bimestre.

Outros fatores também pesaram. Enquanto a Receita Administrada subiu R$ 5,446 bilhões, houve redução em Outras Administradas pela RFB em R$ 6,347 bilhões pela arrecadação menor que a esperada especialmente na recuperação de créditos em transações tributárias. A estimativa de arrecadação líquida para a Previdência também caiu, em R$ 5,428 bilhões.

No caso das despesas, a maior pressão veio dos benefícios previdenciários, cuja projeção para pagamentos no ano cresceu em R$ 7,7 bilhões. Também foram variações destacadas pelo governo o aumento da complementação do Fundeb, em R$ 693 milhões, e a alta de R$ 612 milhões nos custos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cuja despesa total esperada para o ano foi a R$ 112,392 bilhões.

Por outro lado, caíram os gastos projetados com créditos extraordinários, em R$ 3,9 bilhões, indo de R$ 42,479 bilhões para 38,603 bilhões, assim como uma redução de R$ 7,224 bilhões nas despesas discricionárias do Poder Executivo.

Com as novas previsões, o resultado primário do governo atingiu déficit de R$ 65,303 bilhões, já considerado o bloqueio total que haverá agora, de R$ 19,3 bilhões – portanto, menor que o rombo projetado em setembro, de R$ 68,834 bilhões.

Com o desconto de R$ 36,566 bilhões de créditos extraordinários abatidos da meta do primário, a estimativa de déficit para o ano foi a R$ 28,737 bilhões, dentro da banda de tolerância permitida pelo arcabouço fiscal.

Compartilhar
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
- PUBLICIDADE -
Leia Também
Bolsonaro recebe prisão domiciliar por 90 dias após decisão de Alexandre de Moraes

Bolsonaro recebe prisão domiciliar por 90 dias após decisão de Alexandre de Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu nesta...

Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

Especialista diz que 95% dos projetos de IA não geram valor a empresas

Apesar de ser tratada com grande entusiasmo e muita expectativa, a inteligência...

Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

Envio de declaração do IR começa na próxima semana; veja regras

A Receita Federal divulgará na próxima segunda-feira (16) as regras da Declaração...

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais no mês de fevereiro

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais no mês de fevereiro

Em fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais...