Rui Costa: Lula não abrirá mão de equilíbrio fiscal; orçamento de saúde e educação será poupado

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, em entrevista à GloboNews, que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não abrirá mão do equilíbrio fiscal e que, apesar da necessidade de ajustes de gastos em diferentes pastas ministeriais, os investimentos em saúde e educação serão preservados.

 

“O presidente tem um compromisso de inclusão social, de distribuição de renda e de fazer investimentos no país. Agora não abre mão do equilíbrio fiscal que é quem garante a estabilidade econômica do país e faz com que o país continue crescendo e dando previsibilidade que é importante para os investidores e para a população”, declarou Rui Costa.

Ele enfatizou que os cortes orçamentários cotidianos, quando necessários, são feitos pela junta orçamentária para manter os gastos dentro do limite estabelecido pelo arcabouço fiscal.

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Quando questionado sobre quais os ministérios que teriam cortes de gastos, o ministro da Casa Civil declarou que poderia citar as pastas que não sofreriam com os ajustes. “Eu posso dizer o que ele já definiu que não vai mexer. O investimento em saúde e educação não será mexido, porque isso ele considera essencial para transformação das pessoas, a vida humana, cuidar da vida das pessoas. O que transforma a vida de um país, de uma nação, de uma família, é a educação e, portanto, nós não vamos mexer no volume de investimento da educação.”

A declaração do ministro ocorre em meio à preparação de um pacote de medidas para conter as despesas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião marcada com Lula, nesta quinta à tarde, para discutir as propostas, que incluem mudanças na regra de reajuste do salário mínimo, revisão de benefícios sociais e ajustes nas regras de aposentadoria para militares. A meta fiscal do governo é atingir um déficit zero em 2024 e 2025, equilibrando receitas e despesas.

O contexto fiscal do Brasil tem sido alvo de atenção por parte do mercado financeiro. Especialistas apontam que, sem o controle de gastos obrigatórios, como Previdência Social, o espaço para políticas públicas pode ser comprimido, comprometendo programas como bolsas de estudo, Farmácia Popular e fiscalização ambiental. Além disso, a falta de equilíbrio fiscal pode aumentar a dívida pública e pressionar a inflação, afetando o cenário econômico.

A previsão é que o governo apresente as medidas de contenção de gastos nos próximos dias, buscando não apenas cumprir as regras do arcabouço fiscal, mas também tranquilizar o mercado financeiro e evitar impactos negativos, como alta do dólar e dos juros futuros.

Leia Também: Haddad diz que se reunirá com Lula nesta quinta-feira para tratar do pacote de corte de gastos

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