A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou uma ação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar problemas no transporte público em cidades de pelo menos nove estados durante a votação deste domingo (25). O documento cita ocorrências na Bahia, em São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará e Rio de Janeiro.
A campanha pediu que o horário de votação seja prorrogado até as 19h nos locais afetados pela falta de transporte. Historicamente, as seções eleitorais funcionam até as 17h. A coligação também solicitou a prisão em flagrante dos responsáveis pelo que classificou como “embaraço ao exercício do sufrágio”.
Segundo a ação, entre 8h e 13h30, o tema “transporte” registrou 249,7 mil publicações e 848,7 mil interações nas plataformas digitais. Para a coligação, o volume indicaria que os problemas não foram pontuais e atingiram eleitores de diferentes regiões do país.
Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pediu a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, em razão da falta de transporte. O Procon-BA informou ter identificado 370 ônibus parados nas garagens de Salvador. A Justiça Eleitoral determinou que 100% da frota do transporte público prevista para dias úteis circulasse durante a votação, com gratuidade.
Em São Paulo, a campanha citou registros de falta de ônibus em Guarulhos e no Grajaú, na zona sul da capital. O Partido dos Trabalhadores também notificou o TRE-SP sobre a situação. Em publicação nas redes sociais, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a redução do transporte estaria ocorrendo em áreas onde Lula teve maior votação no primeiro turno. A declaração foi apresentada como acusação política, sem conclusão judicial no material divulgado.
Em Alagoas, a ação relata oferta insuficiente de vans e micro-ônibus intermunicipais, esperas superiores a uma hora e denúncias de cobrança de passagem. Segundo o documento, o Ministério Público estadual foi acionado.
Em Pernambuco, eleitores teriam relatado dificuldades para obter gratuidade no transporte intermunicipal. Em Roraima, empresas teriam se recusado a cumprir rotas eleitorais, o que, segundo a campanha, prejudicou o deslocamento de eleitores indígenas.
A coligação também mencionou redução da frota em Teresina, no Piauí, dificuldades de acesso aos locais de votação na Paraíba e problemas de transporte na Ilha do Marajó, no Pará. No Rio de Janeiro, foram citados Petrópolis e São Gonçalo, com relatos de filas e baixa circulação de ônibus.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou que analisaria os pedidos de extensão do horário em localidades afetadas. O ministro solicitou informações ao TRE da Bahia sobre os problemas registrados em Salvador.





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