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Anvisa aprova uso do Gazyva no tratamento de casos de lúpus

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Anvisa aprova uso do Gazyva no tratamento de casos de lúpus
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o Gazyva, medicamento à base de obinutuzumabe, no tratamento de adultos com lúpus ativo moderado a grave. A autorização é destinada a pacientes positivos para autoanticorpos e que já estejam em tratamento padrão contra a doença.

O Gazyva é utilizado em alguns casos de câncer. De acordo com a Anvisa, o obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que promove a eliminação intensa e prolongada dos linfócitos B. Essas células participam dos processos que contribuem para o desenvolvimento do lúpus.

A nova indicação foi divulgada pela agência em 14 de outubro de 2026. Segundo a Anvisa, os benefícios observados incluem a redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e diminuição sustentada da exposição a corticosteroides.

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O lúpus é uma doença autoimune, crônica e potencialmente grave. Ela ocorre quando o organismo produz autoanticorpos de forma desregulada, provocando inflamações em diferentes órgãos e sistemas. Pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e sistema nervoso central estão entre as áreas que podem ser afetadas.

A agência informou que, apesar da existência de tratamentos convencionais e biológicos, uma parcela significativa dos pacientes continua com a doença ativa. Esses pacientes podem apresentar surtos recorrentes ou depender do uso contínuo de corticosteroides, medicamentos associados a efeitos colaterais importantes no longo prazo.

O Ministério da Saúde alerta que o lúpus, quando não tratado adequadamente, pode causar complicações graves e levar à morte. Entre os principais riscos estão problemas renais, neurológicos, sanguíneos, pulmonares e cardíacos.

Nos rins, a falência renal está entre as principais causas de morte por complicações do lúpus nos cinco primeiros anos após o diagnóstico. Irritação, coceira generalizada, dor no peito, falta de ar, náuseas, vômitos e edemas podem estar entre os sintomas associados a essa fase.

Quando o sistema nervoso central é afetado, podem ocorrer dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, acidentes vasculares cerebrais e convulsões. A doença também pode provocar anemia, aumento do risco de sangramentos e vasculite, que é a inflamação dos vasos sanguíneos.

Nos pulmões, uma possível complicação é a pleurisia, inflamação dos tecidos que revestem os pulmões e a caixa torácica, que pode causar dor intensa durante a respiração. Também pode haver inflamação dos músculos do coração e das artérias, elevando o risco de infarto.

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