O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, passou o domingo (11) em uma agenda com prefeitos e vereadores da região da Grande São Paulo. O encontro ocorreu em um prédio na região do Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista.
Flávio estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, além de outras autoridades. Durante o evento, o candidato apresentou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou os efeitos, sobre os juros futuros, do resultado do primeiro turno da eleição.
Em discurso, Flávio afirmou que pretende retirar Lula da Presidência e associou a eventual queda dos juros à mudança no cenário eleitoral. “O futuro ex-presidente da República me desafiou [sobre de quais setores eu vou] tirar R$ 250 bilhões. A primeira coisa que eu vou fazer é tirar esse cara da presidência da República”, declarou.
Segundo o candidato, a taxa de juros futuros caiu 1% após sua passagem para o segundo turno. Ele afirmou que cada ponto percentual de redução representaria, em sua estimativa, aproximadamente R$ 100 bilhões de espaço no orçamento. Flávio também disse que a taxa poderia cair entre 2% e 4% com uma eventual mudança de governo.
Nos últimos dias, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto foi citado como possível integrante de um futuro governo de Flávio Bolsonaro. Campos Neto comandou o BC entre 2019 e 2024, período marcado pela elevação da taxa básica de juros.
Nas redes sociais, Flávio afirmou que os cortes de gastos públicos prometidos em seu plano não atingiriam a área social. O candidato negou que pretenda reduzir recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e disse que os aposentados terão aumento acima da inflação.
Flávio declarou ainda que uma equipe econômica será responsável por identificar desperdícios e combater a corrupção. De acordo com ele, essas medidas permitiriam realizar os cortes necessários em pouco tempo.
Parte das críticas ao plano de governo do candidato está relacionada a medidas adotadas durante a gestão de Jair Bolsonaro, seu pai. Naquele período, foram propostas mudanças no BPC que restringiam o acesso ao benefício e houve a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil. Auditoria do Tribunal de Contas da União apontou riscos de irregularidades na execução do programa.
Também durante o governo anterior, o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2023 previa redução de 59% nos recursos do Farmácia Popular, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões. A diminuição não foi mantida no orçamento aprovado pelo Congresso, que recompôs e ampliou os recursos destinados ao programa.




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