A deputada federal eleita Ana Elisa, do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais, deverá receber proteção após relatar ameaças de morte e de estupro nas redes sociais. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) solicitou providências ao Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais para garantir a segurança da parlamentar.
Os ataques, segundo Ana Elisa, se intensificaram após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4), e após a disseminação de notícias falsas. Ela afirmou que já vinha sendo ameaçada, mas que o volume das mensagens aumentou no período seguinte à votação.
“Estou sofrendo mais ameaças de morte. Acredito que ninguém mereça ser ameaçado de morte por estar politicamente engajado. O debate político, para mim, nunca foi sobre isso”, afirmou a deputada eleita.
De acordo com Ana Elisa, sua equipe desativou a conta dela no Twitter porque as ameaças chegavam com frequência. “Estávamos recebendo ameaças de morte a cada dois minutos, além de ameaças de estupro. Estou totalmente vulnerável. Eu, por enquanto, não tenho uma força-tarefa de segurança”, disse.
O MDHC não informou quais medidas serão adotadas, alegando razões de segurança e a necessidade de preservar a integridade da parlamentar. A equipe do Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais deverá atuar em conjunto com o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas.
O ministério solicitou à Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, responsável pelo programa estadual, uma análise de risco do caso. Também pediu a articulação com órgãos de inteligência policial e a adoção de providências para investigar as ameaças e identificar os responsáveis.
A reportagem não obteve informações sobre o caso com a Secretaria de Desenvolvimento Social nem com o Ministério Público de Minas Gerais.
Ana Elisa tem 21 anos, nasceu em Divinópolis, no interior de Minas Gerais, e é estudante de Direito. Antes da eleição, trabalhava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais.
Com mais de 524 mil votos, ela foi a segunda deputada federal mais votada do estado. A parlamentar eleita também se tornou a mulher mais votada da história de Minas Gerais para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no Brasil.




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