Nota tardia da CDL expõe silêncio seletivo diante de crises graves em Campina Grande

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Foto: Reprodução/Internet
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A nota divulgada nesta quinta-feira (29) pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG), na qual a entidade demonstra preocupação com a crise entre a Secretaria Municipal de Saúde e hospitais filantrópicos e privados conveniados ao SUS, escancara uma atuação seletiva e tardia da instituição diante de problemas graves enfrentados pela cidade.

Embora o comunicado alerte para o risco de suspensão de serviços hospitalares e tente se colocar como mediador do diálogo, causa estranheza o fato de a CDL só ter se manifestado agora, ignorando episódios recentes de grande repercussão social, institucional e econômica que também impactaram diretamente a população campinense.

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A entidade permaneceu em silêncio quando a caixa d’água da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) se rompeu, provocando transtornos, prejuízos e insegurança, inclusive para comerciantes e moradores da região afetada. Não houve nota, cobrança pública ou qualquer posicionamento institucional exigindo explicações ou providências.

O mesmo silêncio foi adotado no caso do mutirão oftalmológico realizado no Hospital de Clínicas de Campina Grande, que deixou dezenas de pacientes com complicações após cirurgias. O episódio se agravou ainda mais com a recente decisão da Justiça de suspender todas as cirurgias na unidade, evidenciando falhas graves na condução dos serviços de saúde. Ainda assim, a CDL optou pela omissão.

Diante desse histórico, a nota divulgada agora levanta questionamentos inevitáveis sobre os critérios adotados pela entidade para se posicionar publicamente. Por que problemas que atingiram diretamente a população, a saúde pública e a confiança nos serviços essenciais não motivaram qualquer reação institucional? Por que a preocupação só surge quando a crise envolve diretamente hospitais conveniados ao SUS neste momento específico?

Ao afirmar que reconhece esforços e que está à disposição para colaborar com o diálogo, a CDL tenta ocupar um espaço de representatividade social que não exerceu quando a cidade enfrentou situações igualmente graves. A postura reforça a percepção de seletividade e fragiliza o discurso de compromisso com o bem-estar coletivo.

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