Violência na guerra marca primeiro dia da eleição russa

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MOSCOU, RÚSSIA (FOLHAPRESS) – O primeiro dia da eleição presidencial russa, que se estenderá até domingo, foi marcado por ações violentas de lado a lado na Guerra da Ucrânia.

Ao menos 16 pessoas morreram em ataques com mísseis de cruzeiro Kh-59 russos em Odessa, principal porto ucraniano, no sul do país invadido há dois anos. Ficaram feridas 70 pessoas, muitas em estado grave.

Houve ataques com drones, 27 dos quais a Ucrânia disse ter derrubado, em diversas partes do país. Em Zaporíjia, no sul, uma mulher de 76 anos foi morta durante um bombardeio com mísseis balísticos.

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Kiev também atacou, tentando elevar a tensão causada por suas ações contra refinarias russas nesta semana em que o presidente Vladimir Putin será reconduzido a mais seis anos no poder. Um alvo foi uma pequena unidade de processamento de óleo em Kaluga (180 km a sudoeste de Moscou), mas sem grandes consequências.

Outro ponto de ataque pelas forças da Ucrânia, que dizem apenas apoiar rebeldes anti-Putin, foi a região de Belgorodo, que já havia experimentado incursões nesta semana.

Mais uma ação ucraniana foi rechaçada pelos russos, desta vez com o emprego de helicópteros para desembarcar tropas no sul russo. A versão é do Ministério da Defesa da Rússia, corroborada por um analista militar em Moscou.

Além disso, foram lançados sete mísseis balísticos contra a cidade, provavelmente do limite de suas fronteiras -Moscou prendeu nesta sexta uma pessoa que teria a ver com um esquema de fornecimento triangulado de material bélico ocidental para a Rússia. Ao menos uma pessoa morreu.

O Kremlin diz que o objetivo dos ataques é atrapalhar o pleito, e o governador local teve de ir à TV para negar rumores de que a eleição seria suspensa. Vídeos em redes sociais mostraram uma explosão ocorrendo próxima de uma seção eleitoral, sem comprovação independente.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, também comentou a sugestão feita na véspera pelo presidente francês, Emmanuel Macron, de que não haveria linhas vermelhas o impedindo de enviar tropas epara a ajudar a Ucrânia em sua guerra contra a invasão russa.

Para ele, a frase apenas prova que Paris está pronto para dar um passo a mais, ao contrário de seus colegas europeus. Os franceses são nominalmente apoiadores menores da Ucrânia em volume e valor, mas entregaram precisos mísseis de cruzeiro Scalp-EG a Kiev.

Nesta sexta, o francês, o premiê alemão, Olaf Scholz, e o polonês, Donald Tusk, se reuniram em Berlim para tentar alinhavar um rumo europeu na lida com a crise de falta de munição e insumos militares pela qual passa a Ucrânia.

Nada foi decidido, como era de se esperar, mas poucos entendem a demora alemã em enviar o que já está prometido para Kiev. Já a proatividade de Macron está relacionada entre outras coisas a uma janela de oportunidade para o francês, malvisto em seu país, ganhar palanque internacional.

O quanto o queixume europeu irá comover os republicanos de Donald Trump que estão barrando R$ 300 bilhões em ajuda há mais de três meses, é algo que terá de ser visto.

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