Ucrânia "nada tem a ver" com tiroteio em Moscou

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A Ucrânia “não tem absolutamente nada a ver” com o tiroteio em Moscou, declarou um conselheiro da Presidência da República ucraniana, Mikhailo Podoliak, classificando o ataque como um “ato terrorista”.

“Sejamos claros, a Ucrânia não tem absolutamente nada a ver com esses acontecimentos”, garantiu na plataforma digital Telegram Podoliak, cujo país combate há mais de dois anos uma invasão russa.

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“A Ucrânia nunca utilizou métodos de guerra terroristas”, acrescentou.

Para Kiev, “é importante realizar operações de combate eficazes, ações ofensivas para destruir o exército regular russo” e pôr fim à invasão, sublinhou ainda o responsável.

Por sua vez, a legião Liberdade da Rússia, um grupo de combatentes russos anti-Kremlin sediado na Ucrânia, negou também qualquer envolvimento no mortífero ataque armado hoje ocorrido numa sala de shows russa.

“Sublinhamos que a Legião não combate os civis russos”, declarou o grupo, que responsabilizou “o regime terrorista do [Presidente russo, Vladimir] Putin”.

O número de mortos subiu para 93 e mais de uma centena de pessoas ficaram feridas após o tiroteio seguido de um incêndio de grandes proporções numa sala de concertos nos arredores de Moscou, onde vários homens armados entraram, segundo as autoridades russas, que condenaram o que classificaram como “um sangrento atentado terrorista”.

O ataque perpetrado por vários indivíduos munidos de armas de fogo ocorreu ao início da noite no Crocus City Hall, uma sala de espetáculos situada em Krasnogorsk, um subúrbio situado junto à saída noroeste da capital russa.

De acordo com a agência pública russa Ria Novosti, os suspeitos estava usando roupas camufladas, entraram no prédio pelo piso térreo, abriram fogo e lançaram “uma granada ou uma bomba incendiária” sobre a multidão, “o que causou um incêndio”.

“As pessoas que se encontravam no local deitaram-se no chão para se protegerem das balas, durante 15 ou 20 minutos, depois começaram a sair do local. Muitas conseguiram escapar”, relatou a Ria Novosti.

Segundo o Ministério das Situações de Emergência russo, os bombeiros conseguiram retirar do edifício cerca de 100 pessoas que se encontravam na cave da sala de espetáculos e estão ocorrendo operações para “resgatar pessoas que se encontram no telhado do edifício, utilizando plataformas elevatórias”.

O presidente da câmara de Moscou, Sergei Sobyanin, anunciou o cancelamento de todos os eventos públicos.

O ataque ocorreu durante um show da banda de rock russa Piknik, cujos membros foram retirados do local, noticiou a agência TASS.

A embaixada dos Estados Unidos na Rússia tinha alertado há duas semanas os seus cidadãos, afirmando: “Os extremistas têm planos iminentes para atacar grandes concentrações em Moscou, incluindo concertos”.

“Se os Estados Unidos têm, ou tiveram, informações fiáveis sobre este assunto, devem transmiti-las imediatamente à Rússia”, afirmou hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova.

No passado, a Rússia foi alvo de numerosos ataques por parte de grupos islâmicos, mas também de tiroteios sem motivos políticos ou atribuídos a pessoas desequilibradas.

Em 2002, combatentes chechenos fizeram reféns 912 pessoas no teatro Dubrovka, em Moscou, para exigir a retirada das tropas russas da Chechênia.

O sequestro terminou com uma operação das forças especiais russas que acabou na morte de 130 pessoas, quase todas asfixiadas pelo gás utilizado pelas forças de segurança.

Leia Também: Kremlin anuncia detenção de 11 pessoas ligadas a atentado em Moscou

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