SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um naufrágio de 2.500 anos foi descoberto perto da Sicília, na Itália, trazendo à tona âncoras de pedra e ferro. A descoberta foi realizada por arqueólogos durante uma escavação subaquática em Santa Maria del Focallo, na costa sul da ilha.
Navio estava enterrado sob areia e pedras. Durante as escavações, realizadas por pesquisadores da Universidade de Udine, em colaboração com a Superintendência do Mar da Região da Sicília, arqueólogos identificaram a embarcação. O achado estava escondido sob camadas de areia e rochas na costa de Ispica.
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Escavação durou três semanas. Os trabalhos foram concluídos em setembro, mas os resultados só foram divulgados recentemente, de acordo com informações da CBS News.
Âncora pré-histórica encontrada. Próximo aos destroços foram encontradas seis âncoras: duas de ferro, provavelmente originadas no século 7 d.C., e quatro de pedra pesada, que remontam à Pré-História, segundo a Superintendência do Mar da Sicília.
Rota de troca cultural. “Esta descoberta representa uma contribuição extraordinária para o conhecimento da história marítima da Sicília e do Mediterrâneo e destaca mais uma vez o papel central da Ilha no tráfego e nas trocas culturais da antiguidade”, disse Francesco Paolo Scarpinato, conselheiro regional da Sicília para o patrimônio cultural e identidade siciliana, em uma declaração traduzida sobre o naufrágio publicada pela Universidade de Udine.
Estudos de naufrágio podem desvendar dinâmicas entre civilizações antigas. Sicília ocupava uma posição central nas rotas de comércio que disputavam o controle da ilha até a conquista romana em 200 a.C.
Importância das interações comerciais. Segundo Massimo Capulli, professor da universidade, essa descoberta destaca a importância das interações comerciais entre gregos e cartagineses, afirmou em outra publicação. “Estamos de fato diante de evidências materiais do tráfico e do comércio de uma era muito antiga”, disse.
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