Blog Anderson Souza · há 17 meses

Reino Unido, França e Ucrânia vão trabalhar num plano de cessar-fogo

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“Concordamos que iríamos trabalhar em um plano para parar a guerra e, depois, discutir esse plano com os Estados Unidos. É um passo à frente em relação a onde estávamos na sexta-feira”, afirmou, em uma entrevista à BBC.

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A decisão foi tomada na noite de sábado, depois de receber o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Londres, e de falar ao telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

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Starmer considera esse “um passo à frente” após o confronto verbal entre Zelensky e Trump na sexta-feira, que terminou com o chefe de Estado ucraniano deixando a visita à Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais, hidrocarbonetos e infraestrutura ucraniana previsto.

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“Me senti desconfortável, ninguém quer ver aquilo. Mas o importante é saber como reagir”, confidenciou Starmer à BBC sobre as cenas transmitidas na televisão.

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Em vez de “aumentar a retórica sobre o quão indignados estamos todos”, em uma referência velada a outros líderes europeus, Starmer decidiu “arregaçar as mangas, pegar o telefone, falar com o presidente Trump, falar com o presidente Zelensky” naquele mesmo dia.

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“A minha reação é que precisamos construir pontes para encontrar uma forma de trabalharmos todos juntos” para alcançar uma paz duradoura, a qual ele está convencido de que Trump também deseja.

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O primeiro-ministro britânico falou pouco antes de receber cerca de 17 líderes internacionais em Londres para uma cúpula sobre a defesa europeia e o processo de paz para a guerra na Ucrânia.

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Além do Reino Unido, estarão representados Ucrânia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Espanha, Noruega, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, República Tcheca, Polônia e Romênia.

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O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, também participará, assim como o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

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O primeiro-ministro espera que a cúpula possa discutir o formato de uma “garantia de segurança europeia” quando for alcançado um cessar-fogo na Ucrânia e admitiu que, no início, ela será composta por um grupo de países dispostos a integrar uma força de manutenção da paz.

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“Precisamos encontrar os países na Europa que estejam preparados para se comprometer mais. Não estou criticando ninguém, mas, em vez de avançar no ritmo de cada país europeu, o que seria lento, precisamos formar uma ‘coalizão de voluntários'”, disse.

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O Reino Unido e a França são os países “mais avançados” nessa questão, admitiu.

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