Blog Anderson Souza · há 32 meses

Israel rejeita resolução que pede pausas humanitárias em Gaza

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O embaixador de Israel na ONU rejeitou nesta quinta-feira a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança que apela a pausas e corredores humanitários urgentes e alargados em Gaza, argumentando que a medida “está desligada da realidade e sem significado”.

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“Independentemente do que o Conselho decida, Israel continuará a agir de acordo com a lei internacional, enquanto os terroristas do hamas nem sequer lerão a resolução, muito menos a cumprirão”, escreveu Gilad Erdan na plataforma X (antigo Twitter).

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De acordo com o diplomata, Israel “continuará a agir até que o hamas seja destruído e os reféns sejam devolvidos”.

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“É lamentável que o Conselho continue a ignorar, a não condenar, ou mesmo a mencionar, o massacre levado realizado pelo hamas em 07 de outubro, que conduziu à guerra em Gaza. É realmente vergonhoso”, acrescentou Erdan.

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A estratégia do hamas, de acordo com o embaixador de Israel, consiste “em deteriorar deliberadamente a situação humanitária na Faixa de Gaza e aumentar o número de vítimas palestinas, a fim de motivar a ONU e o Conselho de Segurança a travar Israel”, mas “isso não vai acontecer”, assegurou.

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma resolução que “apela a pausas e corredores humanitários extensos e urgentes durante um número suficiente de dias” para permitir a entrega de ajuda humanitária aos civis em Gaza.

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A resolução, da autoria de Malta, recebeu 12 votos a favor e três abstenções: Estados Unidos, Reino Unido e Rússia.

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Os Estados Unidos e o Reino Unido justificaram a sua abstenção com o fato de a resolução não condenar claramente os ataques terroristas do hamas.

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A resolução tem um forte ângulo humanitário, com especial destaque para a situação das crianças em Gaza.

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O texto, que enfatiza a situação das crianças em quase todos os parágrafos, “exige que todas as partes respeitem as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção dos civis, em particular das crianças”.

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Também “apela” à “libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo Hamas e outros grupos, especialmente crianças”.

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Apesar das resoluções do Conselho de Segurança serem vinculativas, isso não impede que alguns países as ignorem.

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Em resposta à adoção desta resolução, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelense instou o Conselho de Segurança e a comunidade internacional a exigir “a rápida libertação de todos os reféns israelenses, conforme estipulado na resolução”.

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“Não há espaço para tréguas humanitárias prolongadas enquanto 239 raptados estiverem nas mãos de terroristas do Hamas”, argumentou o porta-voz, Lior Haiat, na plataforma X.

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Para o analista Richard Gowan, do International Crisis Group (ICG), apesar de o Conselho de Segurança ter conseguido superar um bloqueio de 40 dias acerca da guerra em Gaza e adotar uma resolução sobre o assunto, a medida provavelmente não terá qualquer impacto significativo.

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“O Conselho de Segurança levou um mês para adotar uma resolução (…), mas temo que isto seja principalmente um dispositivo para aliviar tensões”, escreveu o analista, também na plataforma X.

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Gowan recordou que o Conselho de Segurança também apelou a um cessar-fogo em guerras desde os Balcãs à Síria “com pouco ou nenhum impacto”.

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“A resolução foi redigida de uma forma que não coloca nenhuma pressão política real sobre Israel, mas os Estados Unidos provavelmente instarão Israel a mostrar mais flexibilidade nas questões de ajuda para satisfazer a opinião global”, disse Gowan à agência Associated Press (AP).

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“O conselho não passará deste texto para um apelo a um cessar-fogo, a menos que os fatos mudem significativamente no terreno”, avaliou ainda.

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