Blog Anderson Souza · há 21 meses

Israel mata 18 na Cisjordânia e mira líder do Hezbollah em Beirute

Blog Anderson Souza · há 21 meses

(FOLHAPRESS) – Em mais uma noite de intensa atividade militar na guerra que trava em várias frentes no Oriente Médio, Israel matou 18 pessoas em um raro ataque na Cisjordânia e mirou o herdeiro presumido do líder do Hezbollah em um bombardeio em Beirute.

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O ataque contra o alvo palestino ocorreu no fim da noite em Tulkarem. Segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel), foi morto no bombardeio o líder do Hamas na cidade palestina, Zahi Yasser Abd al-Razeq Oufi.

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Diferentemente do usual na região, ações por terra ou usando drones e helicópteros, um caça F-16 executou o bombardeio.

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O prédio, segundo o Ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestina, tinha um café em seu térreo, e ainda há vítimas soterradas nos escombros.

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Não se sabe quantas das vítimas eram do Hamas. O grupo terrorista baseado em Gaza chamou a ação de crime, mesmo termo usado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, que lidera a facção Fatah.

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Esta foi a ação mais mortífera contra um único alvo desde que o Hamas perpetrou o mega-ataque a Israel em 7 de outubro do ano passado, detonando a atual guerra. Como a Folha de S.Paulo mostrou na quarta (2), a Cisjordânia tem sido a fronteira esquecida do conflito.

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O Estado judeu busca terroristas de diversas organizações palestinas por lá. Já a Autoridade Nacional Palestina diz que as operações são indiscriminadas, coalhadas de abusos e que favorecem o que chama de projeto de expulsão dos árabes da região, em favor dos colonos judeus ilegais.

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Já no Líbano, onde está operando em terra no sul do país, Israel promoveu um intenso bombardeio em Beirute nessa madrugada. Militares disseram de forma anônima que o alvo era Hashem Safieddine, o provável sucessor de Hassan Nasrallah como líder do grupo fundamentalista libanês, aliado do Hamas.

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Nasrallah foi morto há uma semana, marcando o auge da campanha militar israelense para dizimar a chefia do Hezbollah. Safiedinne não chegou a assumir oficialmente o posto de secretário-geral, e estava em um bunker na mesma região em que o chefe havia sido alvejado, no sul da capital libanesa.

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Também no país árabe, um ataque noturno criou uma cratera de quatro metros de diâmetro no posto fronteiriço de Masnaa, o principal ponto de ligação com a vizinha Síria. Segundo as IDF, o objetivo é impedir a entrada de armas para reforçar o Hezbollah -a ditadura de Bashar al-Assad é integrante do eixo de rivais de Israel liderado pelo Irã.

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Segundo disse à agência Reuters o ministro dos Transportes do Líbano, Ali Hamieh, desde que a guerra causada pelo Hamas migrou de vez para o Líbano, há duas semanas, 300 mil pessoas já haviam fugido do país rumo ao vizinho, a maioria delas síria.

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Ao todo, o país árabe conta 1 milhão de deslocados internos devido à intensificação dos combates.

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Na mão contrária, além dos enfrentamentos em vilas no sul libanês, o Hezbollah retomou sua rotina de lançar foguetes contra o norte de Israel nesta manhã (madrugada no Brasil). Foram ao menos 20 projéteis na direção de Haifa, principal cidade da região, sem danos relatados.

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Enquanto o conflito se desenrola, segue a tensão acerca da retaliação de Israel contra o ataque com mísseis balísticos sofrido na terça (1º) pelo Irã. O presidente americano, Joe Biden, disse que está discutindo com o aliado a reação “mais proporcional”, e afirmou ser contra a destruição das instalações do programa nuclear da teocracia.

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Já o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse que tal ação é uma opção válida. Há um temor em Israel de que o Irã esteja aproveitando o final da gestão Biden, que desistiu de disputar a reeleição contra Donald Trump, para acelerar a construção de uma bomba nuclear.

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O Estado judeu é dono de 90 ogivas atômicas, mas, diferentemente de Teerã, não tem a extinção do Irã como política de Estado. Os iranianos também temem um vitória de Trump em novembro, dado que o ex-presidente é visto com mais duro em relação ao país do que a rival, a atual vice, Kamala Harris.

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Com tudo isso, o tamanho da resposta israelense deverá determinar os próximos passos da guerra. O Irã tentou jogar para seu público, com um ataque com armas poderosas, embora não tenha logrado nenhum objetivo militar, e já disse estar satisfeito.

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Já Tel Aviv, não, e o premiê Binyamin Netanyahu promete que Teerã irá “pagar um preço alto”, que pode também ser na forma de danos à sua indústria petrolífera.

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O Irã produz cerca de 4% do petróleo do mundo, e ocupa toda a margem oriental do golfo Pérsico, de onde sai ao todo quase um terço do produto por navios. Qualquer conflito lá pode influir no mercado. Questionado, Biden recusou-se na quinta a comentar isso.

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