Blog Anderson Souza · há 29 meses

Governo deve editar nova MP da reoneração e só depois fará projeto de lei

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O governo aceitou proposta do Congresso e vai fatiar a medida provisória que propôs a reoneração gradual da folha de pagamento, a extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e a limitação da compensação tributária. O Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que essas mudanças devem ser implementadas em duas etapas.

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Na primeira, será publicada uma nova MP que revogará os trechos que sairão da MP 1.202, enviada no fim de 2023, com efeitos imediatos. Em seguida, o governo vai enviar um projeto de lei com urgência constitucional tratando das desonerações.

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O entendimento da Fazenda é de que os prazos da MP 1.202 não serão afetados, já que a ideia é manter as discussões do Perse e de compensação tributária nesse texto. O formato final deve ser decidido junto com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que ainda vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Ao revogar os trechos que tratam da reoneração gradual da folha, na prática, o governo manterá vigente o modelo atual de desoneração, válido para 17 setores, que podem substituir a contribuição previdenciária por um porcentual sobre o faturamento. Este é o modelo que vai vigorar enquanto o Congresso estiver debatendo a nova proposta de lei.

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Além disso, ficará mantido por ora o benefício previdenciário às prefeituras. Se valerem por todo o ano, as duas políticas terão custo de R$ 16 bilhões à União. Com o fim gradual do Perse, a Fazenda consegue compensar esse impacto com R$ 6 bilhões, mas o governo e o Legislativo ainda precisarão encontrar recursos para cobrir o gasto restante, sem comprometer a meta de déficit zero cravada para este ano.

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Técnicos explicaram ao Estadão/Broadcast que o PL que será negociado a partir de agora pode definir um prazo de duração para o atual modelo de desoneração da folha até inferior à prorrogação até 2027 que o Congresso havia proposto. Este texto, também, fixará a data da vigência da nova regra.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já explicou que a ideia do governo é enviar o PL com o mesmo texto que já consta na MP e iniciar as negociações com o Congresso a partir desta proposta, já contando com as modificações que serão feitas pelos parlamentares.

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A proposta original da Fazenda reonera os setores gradualmente até o fim de 2027. E as empresas beneficiadas são divididas em dois grupos de atividades econômicas. No primeiro, com 17 segmentos, as empresas passariam a recolher neste ano a contribuição patronal de 10% sobre o primeiro salário mínimo de seus funcionários.

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No restante, se o trabalhador receber mais que um salário mínimo, o tributo é padrão, de 20%. No segundo grupo, com 25 classes de atividades, o recolhimento sobre o primeiro salário seria de 15%. O porcentual avança em 2025, para 12,5% e 16,25%, respectivamente. Em 2026, chega a 15% e 17,5%, até 17,5% e para 18,75% em 2017.

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