Blog Anderson Souza · há 31 meses

Fernando Diniz admite desgaste, vê sonho realizado no Fluminense e crava: 'Chegou'

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Fernando Diniz não escondeu que está realizando um sonho no Fluminense. Em entrevista coletiva, que antecede a estreia no Mundial de Clubes, contra o Al Ahly, do Egito, nesta segunda-feira, às 15h (horário de Brasília), em Jeddah, na Arábia Saudita, o treinador revelou que disputar o torneio era uma ambição desde a sua chegada ao clube.

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“Disputar o Mundial de Clubes para nós foi todos os dias, desde que eu cheguei ao Fluminense Era um sonho que a gente nutria. Não foi algo que aconteceu na casualidade, foi muito trabalho. Não é porque você trabalha muito que você vai ganhar, mas trabalhar muito e sonhar todos os dias que é possível te aproximar das conquistas e foi o que nos trouxe até aqui. Continuamos trabalhando muito, sem parar e sonhando também.

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Vamos procurar fazer o nosso melhor na semifinal, vamos colher um resultado e diante disso vamos nos preparar para o segundo jogo”, afirmou Diniz.

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O treinador admitiu também que o time está desgastado devido ao extenso calendário do futebol brasileiro. Fernando Diniz, no entanto, vinha preparando a equipe na reta final do Brasileirão desde a conquista da Libertadores.

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“Não sei até que ponto isso pode pesar. Se ganhar vai falar que não pesou e se perder vai falar que pesou, são aquelas respostas fáceis de acabar fazendo depois do resultado. O que posso falar do Fluminense é que chegamos em boas condições. É um sonho muito grande. O cansaço eventual que temos pelo desgaste da temporada inteira é suprimido pela imensa vontade que temos de estar aqui. Estamos de corpo e alma pelo Fluminense”, afirmou.

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Apesar de estar longe do Brasil, o treinador acredita que a torcida pode fazer a diferença, assim como ocorreu durante toda a Libertadores. O Fluminense foi campeão com vitória sobre o Boca Juniors, por 2 a 1, no Maracanã.

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“Viemos de um feito histórico, que é a conquista da Libertadores. A simbiose que o time tem com a torcida talvez seja o ponto crucial do Fluminense nesta temporada. Porque em muitos momentos a torcida levou o time para frente e acreditou no time. A gente espera essa colaboração mesmo que fisicamente não tenha o mesmo número de torcedores no Maracanã, mas a gente sente a força da torcida que nos acompanhou tão bem neste ano”, disse.

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Fernando Diniz também foi questionado sobre a quantidade de medalhões no seu elenco. O treinador, no entanto, enxergou o fato como algo crucial para o sucesso do time na temporada. Vale lembrar que o clube está muito próximo de anunciar outro veterano, o meia Renato Augusto, que já deixou o Corinthians e está apalavrado com a equipe tricolor.

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“Foi um ano em que não dá para afirmar que a idade foi um problema e que eles não correram. Pelo contrário. Nós nos aproveitamos muito da imensa categoria e do profissionalismo desses jogadores, da generosidade que têm com todos no Fluminense, dos ensinamentos que passam para os mais jovens, crescimento que conseguiram promover em mim como treinador, quanto para o André e Nino que são jovens.

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Esses jogadores fazem um bem enorme para o Fluminense e conseguem jogar muito bem”, disse.

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O Fluminense entrará em campo nesta segunda-feira com o claro objetivo de conseguir uma vaga na final, visando um provável confronto contra o Manchester City, que jogará frente ao Urawa Red na terça-feira. O time europeu é apontado como o principal favorito ao título.

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“Os times sul-americanos não ganham desde 2012 e isso passa pelo poder financeiro. Eles levam os melhores para o continente. Isso acontecendo por muito tempo acaba gerando um desnível. O que explica é o desnível financeiro. Não acredito que seja porque evoluiu demais. Em seleções, seriam outros aspectos, mas as seleções também acabam se beneficiando.

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Mas quando você faz isso por 20 ou 30 anos, os países acabam evoluindo por estarem jogando com os melhores e contra os melhores”, afirmou.

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