Blog Anderson Souza · há 22 meses

Chegou a hora do anel inteligente? Tenho minhas dúvidas

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Galaxy Ring chega às lojas em 18 de outubro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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O anel inteligente da Samsung, chamado de Galaxy Ring, está à venda no Brasil. Os compradores levam para casa um diminuto aparelho com sensores poderosos e a promessa de melhores orientações no que diz respeito à saúde e ao bem-estar. Eu estou usando o Galaxy Ring há dez dias, desde o anúncio oficial por aqui, e agora te convido a refletir sobre por que comprar (ou não) este novo produto.

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O Galaxy Ring tem preço sugerido de R$ 3.499. Ele custa mais do que diversos celulares intermediários e premium, segundo a classificação de algumas empresas de inteligência de mercado. Trata-se de um formato completamente novo para nós, do Brasil, apesar de existirem outras opções na gringa.

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É muito dinheiro. A própria gigante sul-coreana tem feito ofertas de pré-venda, como desconto até que o produto efetivamente chegue aos consumidores, em meados de outubro. Ainda assim, é um valor difícil de justificar por um aparelho bastante interessante, mas ao mesmo tempo repleto de limitações – até porque, por mais que seja smart, ainda estamos falando de um anel.

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Acredito que o Galaxy Ring será viável quando estiver na faixa dos R$ 1.800 a R$ 2.000. Hoje em dia, acaba sendo um produto para poucos early adopters que desejam o que há de mais novo (e miniaturizado) em termos de tecnologia.

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Cabe ressaltar: que a Samsung não cobra assinatura ligada ao Galaxy Ring. É o contrário da Oura, que vende o produto e ainda exige pagamento de aproximadamente US$ 5 por mês. Os sul-coreanos são ligeiros em apontar este benefício, que acaba fazendo muito sentido principalmente nos Estados Unidos, onde as duas marcas estão disputando terreno.

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Eu sou um usuário contumaz de relógios inteligentes. Passo o ano me intercalando entre o Galaxy Watch e o Apple Watch, até por dever de ofício, enquanto não estou com aparelhos de outras marcas. Em outras palavras, já estou acostumado com o acompanhamento de saúde proporcionado por aparelhos assim.

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Agora pense num smartwatch miniaturizado, com sensores tão pequenos que cabe no dedo. Este é o Galaxy Ring: um equipamento passivo, uma vez que coleta dados e manda para o smartphone. Ele se conecta à plataforma Samsung Health para sincronizar os dados da pessoa que o utiliza.

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O Samsung Galaxy Ring é capaz de:

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Monitorar o sono da pessoa, inclusive por meio do SpO2 (sensor de fotopletismografia, o PPG)

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Gerar relatório de frequência cardíaca (sensores óticos)

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Acompanhar atividades físicas, com direito a início automático em caso de corrida ou caminhada (acelerômetro e giroscópio)

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Auxilia no monitoramento do ciclo menstrual (sensor de temperatura da pele)

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Para tanto, é essencial que o Ring esteja conectado a um smartphone. Ele não tem botões, telas nem alto-falantes. Uma vez que a sincronização é feita, o Health da Samsung mostra um relatório completo.

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É possível saber, por exemplo, a Pontuação de Energia, um indicador que leva em consideração as atividades e o descanso ao longo do dia. Também gosto de acompanhar o monitor de sono, apesar de ter recebido notas baixas nos últimos dias. O Samsung Health utiliza IA generativa para produzir análises que fazem sentido.

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Samsung Health usa dados do Ring para calcular energia (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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Volto a dizer: todos estes dados são computados por um apetrecho que pesa pouquíssimos gramas, uma maravilha da engenharia. Por outro lado, soluciona um problema que já resolvido justamente pelos smartwatches, capazes disso e muito mais.

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Aliás, o Galaxy Watch 7 custa menos do que o Galaxy Ring, mesmo sendo um dispositivo muito mais versátil, com tela, falante, aplicativos etc: R$ 2.699. Ao compará-los, eu acabaria optando pelo relógio. Eletrônicos custam caro neste país, então o melhor é optar pelo produto que me traz mais funções por menos.

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O principal gargalo endereçado pelo Galaxy Ring é o incômodo que algumas pessoas sentem ao usar o relógio no pulso durante a noite. Tem que simplesmente não consiga. Para situações assim, o anel inteligente acaba sendo a única opção para fazer o acompanhamento dos indicadores de sono, como o período de descanso mais profundo.

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Aplicativos como o Smart Cycle até monitoram a noite da pessoa por meio do microfone do celular, mas nada se compara a um wearable em contato com a sua pele para coletar as informações.

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Dizem que fazer coisas simples dá muito trabalho. Talvez seja o caso do Galaxy Ring, que tem o formato de um anel tradicional – um pouco mais largo –, porém com muitas inovações embarcadas nele. A miniaturização cobra um preço importante neste caso.

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Depois de quase duas semanas de experimentação, posso dizer que rapidamente me acostumei com o Galaxy Ring no dedo. Passo o dia mudando de posição: às vezes está no polegar, às vezes no indicador, ou ainda no dedo médio.

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Eu já o derrubei no chão algumas vezes e a carcaça de titânio se mostrou resistente, apesar de alguns arranhões – culpa minha, ao que tudo indica. Por sinal: são três opções de cor (preto, prata e dourado).

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O consumidor pode escolher entre nove tamanhos distintos. O processo de compra envolve o envio de um kit para que a pessoa experimente as variadas circunferências em casa, antes de decidir com qual vai ficar.

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Estojo do Galaxy Ring (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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O processo de ativação do Ring da Samsung é muito rápido. O estojo transparente se abre e a comunicação via Bluetooth rapidamente é estabelecida com o telefone Galaxy mais próximo. É preciso se autenticar na conta Samsung e ativar o Samsung Health, aplicativo que mostra o consolidado de informações coletadas pelo relógio.

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A bateria do Galaxy Ring dura sete dias seguidos. Pude comprovar a autonomia na minha viagem a Menlo Park, na semana passada, para a cobertura do evento Meta Connect.

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Galaxy Ring tem corpo de titânio e pesa poucos gramas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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Já que tem sensor de movimento, o Galaxy Ring também faz o papel de controle remoto. Funciona assim: você abre a câmera, posiciona o smartphone Galaxy, depois se distancia dele. Agora basta fazer o gesto de pinça para tirar a foto. Eu usei essa ferramenta diversas vezes na última semana, inclusive no clique abaixo.

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É bacana? Sim. O suficiente para explicar o preço do anel? Definitivamente não, ainda mais quando temos o timer ou o gesto de levantar a palma da mão à nossa disposição.

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Toda primeira geração de aparelho eletrônico serve de aprendizado para as próximas. Quem aí lembra, por exemplo, do primeiro Galaxy Fold, com tela externa ridícula de pequena? Hoje em dia, o aparelho está muito mais interessante, robusto, completo.

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O mesmo deve acontecer com o Galaxy Ring. O produto provavelmente ficará menos espesso e com bateria mais duradoura. Além disso, gostaria de ver a inclusão de alto-falantes ou de um mecanismo de vibração, para que o anel possa falar conosco, nem que sejam coisas básicas.

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Galaxy Ring prateado no polegar (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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Já que foi projetado para a hora do sono, seria bem-vindo um despertador que começa vibrando de forma suave e te desperta com calma – ou seja, o contrário de alguns alarmes nos telefones da Samsung, que só faltam dar na nossa cara de tanto que gritam.

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